Milhares protestam no Iraque contra agressão dos EUA e Israel à região

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 05/04/2026 15:21

Milhares de apoiadores do líder xiita iraquiano Muqtada Sadr reuniram-se em Bagdá e outras cidades do Iraque no dia 5 de abril de 2026 para protestar contra as ações militares dos Estados Unidos e de Israel na região, especialmente em relação ao Irã. As manifestações mobilizaram uma multidão significativa na capital iraquiana.

Os protestos refletem a revolta contra intervenções estrangeiras que têm intensificado tensões no Oriente Médio, impactando diretamente o território iraquiano com ataques que afetam tanto interesses americanos quanto grupos alinhados a Teerã.

Na Praça Tahrir, no coração de Bagdá, os manifestantes ergueram bandeiras do Iraque e gritaram palavras de ordem como ‘Não a Israel’ e ‘Não à América’. Um dos participantes, Dhirgham Samir, expressou indignação com o que descreveu como uma ofensiva sem justificativa, que atinge populações civis e provoca sofrimento generalizado na região.

A presença de mulheres e famílias no protesto reforçou o caráter popular da mobilização, que busca denunciar as consequências devastadoras dos conflitos armados para a vida cotidiana dos iraquianos.

Muqtada Sadr, figura influente entre a maioria xiita do Iraque, convocou os atos pacíficos para repudiar o que classificou como uma campanha de agressão liderada por forças sionistas e americanas. Sob o icônico Monumento à Liberdade de Bagdá, símbolo da independência nacional, a multidão criticou duramente as interferências externas que, segundo os manifestantes, minam a estabilidade do país e de seus vizinhos.

Sadr, cuja base de apoio se estende a setores do governo e instituições estatais, tem histórico de organizar grandes protestos para pressionar autoridades e potências estrangeiras.

O clérigo Ali al-Fartousi, presente no evento, declarou que os direitos dos povos do Oriente Médio estão sendo sistematicamente desrespeitados por potências globais. Ele defendeu uma resposta unificada contra o que chamou de opressão internacional, pedindo solidariedade para enfrentar as políticas de Washington e Tel Aviv.

A capacidade de Sadr de reunir multidões expressivas demonstra sua relevância política no Iraque, onde sua influência desafia tanto ocupações estrangeiras quanto dinâmicas internas de poder.

De acordo com o portal Al Jazeera, os protestos evidenciam a resistência popular iraquiana a qualquer forma de domínio externo. A mobilização ocorre em um contexto de escalada de violência na região, com o Iraque frequentemente servindo como palco de disputas entre os Estados Unidos e o Irã, cujas rivalidades têm gerado instabilidade crônica.

Os manifestantes exigem o fim das operações militares que, segundo eles, só aprofundam crises humanitárias e políticas no país.

Vale destacar a ironia nas narrativas de ‘defesa da democracia’ promovidas pelos EUA, enquanto suas ações no Oriente Médio — incluindo o apoio a Israel — frequentemente resultam em violações de direitos humanos. A morte de jornalistas e civis em zonas de conflito como Gaza, muitas vezes com respaldo americano, contradiz os discursos de liberdade que Washington propaga no Ocidente.

Esse duplo padrão alimenta a revolta de populações como a iraquiana, que veem nas políticas externas dos EUA uma ameaça direta à sua soberania.

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