Mais de 200 acadêmicos de instituições prestigiadas do México, incluindo a Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM), manifestaram apoio à soberania de Cuba e criticaram duramente as políticas do governo dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump.
De acordo com o portal Prensa Latina, os intelectuais denunciaram o embargo econômico, comercial e financeiro imposto por Washington há mais de 60 anos, apontando seus impactos severos na geração de energia elétrica, no funcionamento de hospitais e na distribuição de alimentos na ilha caribenha.
Os acadêmicos também condenaram o bloqueio energético intensificado em janeiro de 2026, classificando-o como uma violação das normas do direito internacional.
Em um manifesto intitulado ‘Con Cuba siempre’, eles instaram os países da América Latina a retomarem a venda de combustíveis para Cuba e a estabelecerem acordos comerciais e de cooperação sem restrições impostas por potências externas.
O documento destaca que tais sanções não apenas afetam Cuba, mas também desafiam a soberania de nações como o México e o direito à autodeterminação dos povos da região.
Além disso, os signatários expressaram solidariedade ao povo cubano e à sua trajetória histórica, defendendo que as pressões externas, especialmente por parte dos EUA, representam, nas palavras deles, ‘uma tentativa de sufocar a resistência de um país que busca seu próprio caminho’.
Eles reforçaram a necessidade de uma resposta coletiva dos governos e sociedades latino-americanas contra o que descrevem como políticas de dominação.
A iniciativa dos acadêmicos mexicanos surge em um contexto de debates globais sobre a legitimidade de sanções unilaterais.
Eles pedem que a comunidade internacional reavalie as consequências humanitárias de tais medidas, especialmente em momentos de crises econômicas e energéticas que afetam populações vulneráveis.
O manifesto também menciona a importância de fortalecer laços de cooperação entre os países da América Latina e do Caribe como forma de contrabalançar influências externas que, segundo os signatários, buscam manter a região em uma posição subordinada.
Por fim, os intelectuais mexicanos reiteraram seu compromisso com a defesa da autodeterminação dos povos, destacando que a situação de Cuba é um exemplo das dificuldades enfrentadas por nações que resistem a pressões econômicas e políticas de grandes potências.
A expectativa, conforme expresso no documento, é que outros atores regionais e globais se posicionem contra o embargo e apoiem iniciativas que promovam o desenvolvimento independente de Cuba, livre de restrições impostas por políticas externas.