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BRB investe R$ 30,4 bilhões em ativos do Banco Master mesmo após fraudes detectadas

0 Comentários🗣️🔥 O Banco de Brasília (BRB) realizou a aquisição de R$ 30,4 bilhões em ativos do Banco Master desde 1 de julho de 2024, conforme revelam planilhas obtidas com exclusividade pelo portal Metrópoles por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Desse total, R$ 10,8 bilhões referem-se a carteiras adquiridas por meio de […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 06/04/2026 03:42

O Banco de Brasília (BRB) realizou a aquisição de R$ 30,4 bilhões em ativos do Banco Master desde 1 de julho de 2024, conforme revelam planilhas obtidas com exclusividade pelo portal Metrópoles por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Desse total, R$ 10,8 bilhões referem-se a carteiras adquiridas por meio de substituições, nas quais o BRB devolvia carteiras problemáticas do Credcesta ao Banco Master e recebia novos ativos em contrapartida.

A operação, que envolveu volumes expressivos, levanta questionamentos sobre a gestão de riscos do banco público.

A partir de março de 2025, mesmo após identificar que parte das carteiras adquiridas do Banco Master continha fraudes, o BRB não suspendeu as negociações. Pelo contrário, comprou mais R$ 20,7 bilhões em produtos do Master.

A situação se agravou quando, em setembro de 2025, o Banco Central rejeitou a proposta de compra integral do Banco Master pelo BRB. Ainda assim, o banco de Brasília transferiu mais R$ 1,9 bilhão ao Master após a decisão negativa. As aquisições prosseguiram até outubro de 2025, demonstrando uma persistência nas operações apesar dos sinais claros de problemas estruturais nas carteiras negociadas.

No total, o BRB reportou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que realizou 120 aquisições de carteiras de crédito de varejo do Banco Master. A maior parte dessas transações envolveu consignados da Credcesta, mas também abrangeu produtos como PIX Crédito, parcelamento de faturas e empréstimos rotativos.

Além disso, o banco adquiriu ativos bilionários classificados como crédito atacado, compostos por Cédulas de Crédito Bancário (CCB), títulos que registram dívidas de operações de crédito tanto de empresas quanto de pessoas físicas. Essa diversificação nas aquisições reflete a amplitude do envolvimento do BRB com os produtos do Master.

O BRB também informou à CVM que realizou 44 aquisições de Certificados de Depósito Interbancário (CDI), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e outros fundos do Banco Master, totalizando R$ 8,1 bilhões. Metade desse valor está relacionada a substituições de créditos problemáticos, realizadas entre maio e agosto de 2025, período em que o Banco Central já indicava que não aprovaria a compra integral do Master pelo BRB.

Em fevereiro de 2026, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, anunciou que buscava compradores para toda a carteira adquirida do Master, avaliada em R$ 21,9 bilhões, embora o custo total para o Banco de Brasília tenha sido de R$ 30,4 bilhões. Essa diferença de valores acentua as preocupações sobre os impactos financeiros da operação.

As transações entre BRB e Banco Master, mesmo diante de evidências de irregularidades e da negativa do Banco Central, colocam em xeque a governança do banco público. A continuidade das aquisições, mesmo após a identificação de fraudes e da rejeição regulatória, sugere uma possível falha na avaliação de riscos ou uma aposta arriscada em ativos de qualidade duvidosa. O desfecho dessa operação bilionária ainda está em aberto, mas os números revelados indicam um cenário de perdas potenciais significativas para o BRB e seus acionistas.

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