Cuba critica duramente vigência do Memorando Mallory e bloqueio dos EUA

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 06/04/2026 14:03

A liderança cubana manifestou forte repúdio à permanência do Memorando Mallory, documento que, de acordo com autoridades da ilha, serve como base para o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de seis décadas.

Esteban Lazo, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular, publicou na rede social X, no dia 6 de abril, uma mensagem destacando que o memorando, redigido em 6 de abril de 1960 por Lester D. Mallory, então subsecretário adjunto do Departamento de Estado norte-americano, encapsula a natureza genocida e criminosa do bloqueio.

Ele afirmou que essa política continua a causar sofrimento profundo à população cubana, 66 anos após sua concepção.

Manuel Marrero, primeiro-ministro de Cuba, reforçou a crítica ao declarar, também no dia 6 de abril, que o objetivo central do cerco econômico sempre foi asfixiar a economia da ilha, gerar colapso social e derrubar o governo revolucionário. Ele destacou que essa estratégia permanece ativa e implacável.

O chanceler Bruno Rodríguez Parrilla denunciou que o memorando sustenta uma política de bloqueio que, por mais de seis décadas, impôs um custo humanitário devastador ao povo cubano. Rodríguez acusou Washington de intensificar o cerco com medidas como um bloqueio energético sem precedentes, pressionando nações soberanas a romperem laços com Cuba e perseguindo a colaboração médica internacional promovida pelo país.

O chanceler também criticou a inclusão de Cuba em uma lista unilateral dos EUA como suposto patrocinador do terrorismo, além de apontar para uma guerra cognitiva e comunicacional orquestrada contra a ilha. Ele classificou essas ações como parte de uma tentativa contínua de desestabilizar o governo cubano, utilizando ferramentas de pressão econômica e midiática para minar a soberania nacional.

O Memorando Mallory, elaborado em 1960, propunha medidas drásticas como negar dinheiro e suprimentos a Cuba, reduzir salários e provocar condições de fome e desespero extremo. O objetivo era enfraquecer o apoio popular à Revolução Cubana e ao líder histórico Fidel Castro.

Em outubro daquele ano, a administração de Dwight Eisenhower implementou as primeiras ações que consolidaram o bloqueio, uma política que, segundo dados divulgados pelo portal Prensa Latina, afetou milhões de cubanos ao longo das décadas. Agências internacionais como a Al Jazeera apontam que o impacto econômico do bloqueio ultrapassa bilhões de dólares em perdas para Cuba, com restrições que limitam o acesso a bens essenciais e tecnologias.

O dia 6 de abril marca os 66 anos da criação do memorando, o que motivou as declarações das autoridades cubanas. Elas reiteraram que, enquanto os Estados Unidos pregam democracia e direitos humanos em discursos globais, a política de bloqueio revela uma contradição gritante, especialmente quando se considera o histórico de Washington em apoiar ações que violam direitos fundamentais em outras regiões, como no Oriente Médio. A hipocrisia, segundo vozes críticas em Havana, é evidente na manutenção de uma política que castiga toda uma nação sob o pretexto de promover liberdade.

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