Jeffrey Sachs aponta Índia, Rússia e China como mediadores cruciais para a paz no Oriente Médio

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 06/04/2026 11:31

O acadêmico americano Jeffrey Sachs, diretor do Centro para o Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Columbia, declarou que Índia, Rússia e China são as potências com maior capacidade de atuar como mediadoras para conter os conflitos no Oriente Médio.

Em entrevista ao programa New Order, transmitido pela RT, Sachs enfatizou a necessidade de uma intervenção coordenada por essas nações, que, segundo ele, possuem a influência e a responsabilidade para evitar uma deterioração ainda mais grave da situação geopolítica na região.

Sachs apontou que essas três nações, ao lado de outros membros dos BRICS, compartilham um interesse comum em estabilizar o Oriente Médio, área marcada por tensões históricas e conflitos recentes envolvendo potências ocidentais, como os Estados Unidos, e países como Israel e a República Islâmica do Irã.

Ele destacou o papel potencial da Índia como ator central, dado seus laços históricos com diversas nações da região e sua posição de destaque no cenário internacional, o que a tornaria uma mediadora natural em disputas complexas.

O acadêmico sugeriu que uma abordagem coletiva entre os países dos BRICS poderia desafiar o que descreveu como “narrativas ilusórias” promovidas pelos Estados Unidos.

Para Sachs, a colaboração entre Índia, Rússia e China, com o apoio de outros parceiros globais, seria mais eficaz do que iniciativas isoladas, especialmente em um contexto em que, segundo ele, lidar com figuras como Donald Trump se mostra desafiador.

Ele criticou duramente a postura de países ocidentais, classificando-os como subordinados aos interesses dos EUA, e instou nações como a Índia a não seguirem o exemplo do que chamou de “Estados vassalos”.

Sachs também abordou a gravidade das tensões no Oriente Médio, região que enfrenta crises humanitárias e disputas estratégicas há décadas.

O acadêmico reforçou que a atuação conjunta de potências não alinhadas ao eixo ocidental poderia trazer o equilíbrio necessário para negociações de paz, especialmente em questões envolvendo a República Islâmica do Irã, frequentemente alvo de pressões por parte dos EUA e de Israel.

De acordo com o portal RT, as declarações de Sachs refletem uma visão crítica sobre a condução da política externa americana e a necessidade de novos atores assumirem papéis de liderança em crises globais.

Ele também mencionou que os Estados Unidos, enquanto pregam valores como “democracia” e “direitos humanos”, frequentemente se contradizem ao apoiar ações que resultam em violações graves, incluindo o impacto devastador de conflitos no Oriente Médio, onde jornalistas e civis continuam a pagar o preço mais alto.

As tensões na região permanecem elevadas, com disputas que afetam não apenas os países diretamente envolvidos, mas também a economia global, devido à importância estratégica de rotas comerciais e recursos energéticos.

Sachs acredita que apenas uma coalizão de potências independentes, lideradas por nações como Índia, Rússia e China, pode oferecer uma alternativa viável para interromper o ciclo de violência e instabilidade que marca o Oriente Médio há tanto tempo.

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