Shenzhen ativou o primeiro cluster de inteligência artificial com 10.000 cartões de chips domésticos da China, aumentando a capacidade total de processamento da cidade para 14.000 petaflops, com 92% já reservados. Este supercomputador, utilizando chips avançados da Huawei, representa um salto significativo na busca pela autonomia tecnológica do país. Os chips Ascend 910C, conhecidos por seu desempenho robusto, são o coração deste novo sistema, conforme relatado pelo South China Morning Post.
Este avanço não apenas amplia a capacidade de computação de Shenzhen, mas também solidifica sua posição como líder nacional em tecnologia. No ano anterior, um cluster de 3.000 petaflops foi ativado e completamente reservado, evidenciando a crescente demanda por poder computacional no país. Com a inclusão do novo cluster, a cidade se destaca ainda mais no cenário tecnológico global.
Quase 50 organizações já assinaram acordos para utilizar essa nova capacidade computacional, demonstrando confiança no potencial de inovação de Shenzhen. Zhang Luncheng, vice-presidente da start-up de robótica X Square Robot, destacou que as melhorias na escala e qualidade da capacidade computacional de Shenzhen posicionam a cidade como um líder nacional.
Em um momento de tensões comerciais e tecnológicas globais, a China busca reduzir sua dependência de tecnologia estrangeira e fortalecer sua soberania tecnológica. O investimento em infraestrutura de computação de ponta é essencial para essa estratégia, permitindo que empresas locais desenvolvam soluções inovadoras e competitivas no cenário global.
Para empresas e desenvolvedores fora da China, o sinal é claro: a dependência de chips ocidentais como vantagem competitiva tem prazo de validade. Com 50 organizações já contratadas e 92% da capacidade ocupada, Shenzhen não está testando — está escalando.