O Ministério da Fazenda divulgou que 25 das 27 unidades federativas aderiram a uma proposta de subsídio ao diesel importado, como parte de um esforço para estabilizar os preços do combustível no mercado interno.
O anúncio, realizado no dia 7 de abril de 2026, detalha que a medida estabelece um subsídio de 1,20 real por litro de diesel importado, com os custos sendo divididos de forma igualitária entre a União e os estados participantes.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, segue em negociação com as duas unidades federativas que ainda não formalizaram adesão ao acordo, buscando ampliar o alcance da política.
De caráter temporário, o subsídio ao diesel importado terá vigência de dois meses e um custo total estimado em 4 bilhões de reais. Desse montante, 2 bilhões serão arcados pela União, enquanto os outros 2 bilhões serão cobertos pelos estados participantes.
A adesão ao programa é voluntária, e o governo deixou claro que as cotas de estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais.
Conforme apurado pelo portal CartaCapital, a contribuição de cada estado será proporcional ao volume de consumo de diesel em sua região, com os detalhes operacionais já em fase avançada de ajuste para garantir a aplicação equitativa da medida.
Paralelamente, o governo federal também anunciou um subsídio de 80 centavos por litro para o diesel produzido no país.
Diferentemente do programa para o combustível importado, esse incentivo será integralmente financiado pela União, com um custo projetado de 6 bilhões de reais.
A iniciativa visa apoiar a produção nacional e mitigar os impactos de oscilações no mercado internacional de petróleo, que têm pressionado os preços dos combustíveis no mercado interno.
Com essas duas frentes de atuação, o governo busca equilibrar os custos para consumidores e transportadores, setores que têm enfrentado desafios com a volatilidade dos valores do diesel nos últimos meses.
A expectativa do Ministério da Fazenda é que os subsídios tragam alívio imediato ao setor de transportes e à economia como um todo, considerando a relevância do combustível para a logística nacional.
As negociações com os estados remanescentes continuam, e novas atualizações sobre a implementação dos programas devem ser divulgadas em breve.
O governo reforça que a medida é um passo estratégico para proteger a economia nacional de choques externos, especialmente em um contexto de instabilidade global nos preços de energia.