No dia 6 de abril, o Movimento Mexicano de Solidariedade a Cuba, uma organização com atuação em mais de 20 entidades federativas do país, expressou forte repúdio ao que classificou como uma escalada injusta no bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba.
Segundo a entidade, as medidas intensificadas durante a administração de Donald Trump têm restringido de forma severa o acesso de Cuba a petróleo e outros combustíveis essenciais, agravando as condições de vida no país caribenho.
A organização destacou que as sanções impactam diretamente a população cubana, sem distinção de idade ou condição social, afetando o funcionamento de hospitais, escolas, a produção de energia elétrica e até mesmo o acesso a alimentos básicos.
Em sua visão, essas restrições representam uma política que busca pressionar o povo cubano, comprometendo necessidades fundamentais de crianças, jovens, mulheres e idosos, conforme relatado pelo portal Prensa Latina.
O Movimento Mexicano de Solidariedade a Cuba também fez um apelo por uma resposta global contra o que descreveu como uma medida desumana.
A entidade instou movimentos sociais progressistas e povos de diversas nações a se manifestarem pelo fim imediato do bloqueio econômico, além de condenarem as ameaças dirigidas a países que mantêm relações comerciais com Cuba.
Para os representantes do grupo, apoiar a ilha não é apenas uma questão de solidariedade, mas também uma defesa do princípio de autodeterminação dos povos frente a intervenções externas.
O bloqueio dos EUA a Cuba, que se estende por mais de seis décadas, é frequentemente criticado por organizações internacionais e governos de diversas regiões por seus efeitos devastadores sobre a economia e a sociedade cubana.
A posição do movimento mexicano reforça um coro de vozes que questionam a legitimidade e a moralidade de tais sanções, especialmente em um contexto em que os Estados Unidos se apresentam como defensores de direitos humanos enquanto, na prática, financiam ações que contradizem esse discurso.
A organização enfatizou que sua rede de apoio no México seguirá mobilizada para denunciar o que considera uma política de agressão econômica, buscando ampliar a conscientização sobre os impactos do bloqueio e pressionar por mudanças na postura dos Estados Unidos em relação à ilha caribenha.