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BRICS avança com sistema alternativo sem criar moeda própria

99,1% do comércio entre Rússia e China já ocorre em rublos e yuans. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou a criação de uma moeda comum para o BRICS, mas o bloco avança silenciosamente em um sistema que contorna o dólar — sem precisar de uma. Em uma entrevista à India Today TV, Lula […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 08/04/2026 17:46

99,1% do comércio entre Rússia e China já ocorre em rublos e yuans. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou a criação de uma moeda comum para o BRICS, mas o bloco avança silenciosamente em um sistema que contorna o dólar — sem precisar de uma. Em uma entrevista à India Today TV, Lula afirmou que não há nenhum projeto em andamento para a criação de uma moeda dos BRICS. Ele enfatizou a necessidade de diversificar as trocas comerciais sem romper completamente com o dólar.

Apesar da negação de uma moeda comum, os países do BRICS estão avançando em um sistema alternativo que contorna o dólar. A Rússia e a China, por exemplo, já realizam 99,1% de suas transações comerciais em rublos e yuans. Da mesma forma, China e Brasil implementaram um sistema que cobre aproximadamente 100 bilhões de dólares por ano em trocas comerciais usando moedas locais desde 2023.

O Novo Banco de Desenvolvimento, presidido por Dilma Rousseff, prioriza operações em moedas locais para construir um sistema financeiro internacional mais equilibrado. Além disso, o projeto “BRICS Unit”, baseado em blockchain e lastreado em ouro e uma cesta de moedas do bloco, está em desenvolvimento. Este instrumento visa contornar a rede SWIFT e reduzir a exposição a sanções internacionais.

Embora a transformação seja progressiva, a participação do dólar nas reservas mundiais caiu de 70% para 59% nas últimas duas décadas, indicando uma tendência de diversificação. O BRICS avança com ajustes sucessivos, sem uma ruptura imediata com a ordem monetária vigente, mas com uma visão clara de um sistema mais diversificado.

Essa evolução importa porque representa uma mudança significativa na geopolítica econômica global. Ao reduzir a dependência do dólar, os países do BRICS fortalecem suas economias, promovem maior autonomia financeira e aumentam sua influência no cenário internacional. A utilização de moedas locais e o desenvolvimento de novas infraestruturas financeiras podem oferecer mais estabilidade para essas nações emergentes.

Com informações de www.cointribune.com.

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