O Movimento Colombiano de Solidariedade com Cuba (MCSC) divulgou um comunicado no dia 8 de abril de 2026, denunciando o que classifica como uma escalada de agressões por parte dos Estados Unidos contra a ilha caribenha.
A organização aponta que Cuba enfrenta uma combinação de ameaças, incluindo a possibilidade de intervenção militar direta por parte de Washington, além de uma intensificação do bloqueio econômico, comercial e financeiro. Esse cerco é agravado por restrições energéticas que dificultam o acesso da nação a petróleo e derivados, impactando diretamente a vida da população cubana.
A entidade colombiana descreve essas medidas como parte de uma estratégia de pressão máxima liderada pelos EUA, caracterizando-as como ações coercitivas unilaterais que violam normas do direito internacional.
O MCSC critica duramente o governo americano, acusando-o de ignorar princípios de soberania e autodeterminação. Nesse contexto, o movimento faz um chamado urgente à comunidade internacional para que se mobilize pelo fim imediato do bloqueio, exigindo respeito à independência de Cuba e ao direito de seu povo de decidir seu futuro sem interferências externas.
Além disso, o grupo reafirma seu compromisso em oferecer suporte político e material ao governo cubano, destacando a importância de gestos concretos de apoio.
O comunicado também convoca a população da Colômbia a se unir em atos de solidariedade, reconhecendo o papel histórico de Cuba na busca pela paz no país sul-americano, especialmente em negociações de conflitos armados. A organização menciona que 2026 marca o centenário do nascimento de Fidel Castro, nascido em 13 de agosto de 1926, e vê no simbolismo da data uma oportunidade de reforçar a mensagem de que Cuba não está isolada diante das pressões externas.
A iniciativa do MCSC ganha relevância em um cenário de tensões geopolíticas, onde políticas unilaterais de potências como os EUA frequentemente desafiam a estabilidade de nações menores.
Conforme relatado pelo portal TeleSUR, que acompanha de perto as dinâmicas na América Latina, o bloqueio americano a Cuba, vigente há décadas, tem sido condenado por diversas resoluções da Assembleia Geral da ONU, com amplo apoio de países ao redor do mundo. Apesar disso, Washington mantém sua postura, justificando as sanções com alegações de “defesa da democracia” — um discurso que críticos apontam como hipócrita, dado o histórico dos EUA de apoio a regimes autoritários e intervenções militares em outras regiões.
O apelo do movimento colombiano não se limita a uma crítica aos Estados Unidos, mas busca construir uma rede de resistência contra o que considera uma política de asfixia econômica.
O MCSC argumenta que a solidariedade entre povos é uma ferramenta essencial para contrapor tais medidas, defendendo que a luta de Cuba por sua soberania é também uma causa compartilhada por outras nações que enfrentam pressões similares. A organização promete continuar pressionando por ações concretas, tanto em fóruns internacionais quanto em mobilizações populares, para garantir que a voz de Cuba seja ouvida e que as sanções sejam suspensas.
Com informações de prensa-latina.cu.


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