A Universidade de São Paulo (USP) vive um momento de forte mobilização entre estudantes e funcionários, com a convocação de uma paralisação geral para o dia 14 de abril de 2026.
O movimento ganhou força após a publicação de uma nota conjunta de 75 entidades estudantis, divulgada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) no dia 7 de abril de 2026, que contesta uma portaria da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da universidade. Essa portaria proíbe o aluguel de espaços pelos centros acadêmicos e veta comércios e outras atividades organizadas pelos CAs, medida que gerou ampla insatisfação no meio estudantil.
Até agora, estudantes de oito cursos já aderiram à paralisação, abrangendo áreas como Ciências Sociais, Farmácia, Geociências, Enfermagem, Psicologia, Relações Internacionais, Direito e Biologia.
De acordo com o portal Metrópoles, mais de 40 assembleias foram convocadas para debater a participação de outros cursos no movimento. Além da questão dos espaços dos centros acadêmicos, os estudantes reivindicam melhorias nos restaurantes universitários, após denúncias sobre falhas no fornecimento de água e até a presença de larvas na comida servida.
Paralelamente, os funcionários técnicos e administrativos do campus Butantã também se mobilizam. No dia 31 de março de 2026, eles realizaram uma paralisação exigindo isonomia salarial, a fixação de um piso de R$ 1.200, o fim da compensação de horas em pontes e recessos, além do acesso ao benefício do BUSP para trabalhadores terceirizados.
O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) instalou faixas pelo campus, e serviços como o Bandejão Central e a prefeitura do campus foram afetados pela interrupção.
Uma nova assembleia dos servidores foi agendada para o dia 9 de abril de 2026, com indicativo de greve, o que pode ampliar ainda mais a paralisação prevista para o dia 14 de abril. A Reitoria da USP, procurada pelo portal Metrópoles, não emitiu posicionamento oficial até o momento sobre as demandas dos estudantes e funcionários.


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