O Brasil manifestou uma posição firme contra a ocupação do Saara Ocidental por Marrocos durante um evento realizado no dia 10 de abril de 2026, que marcou uma celebração tardia do 50º aniversário da proclamação da República Árabe Saaraui Democrática (RASD), originalmente instituída em 27 de fevereiro de 1976.
Em discurso proferido em solo brasileiro, um diplomata denunciou a persistência do conflito armado na região, reativado em 2020, e destacou a resistência do povo saaraui frente à presença marroquina no território.
De acordo com o portal Prensa Latina, o representante criticou a inação da comunidade internacional, com ênfase no Conselho de Segurança da ONU, que, segundo ele, falha em promover uma resolução definitiva para o impasse.
O diplomata apontou que o Saara Ocidental permanece um dos últimos territórios colonizados no continente africano, enfrentando não apenas a ocupação, mas também interesses econômicos e geopolíticos de potências externas. Ele acusou grandes nações de adotarem práticas neocolonialistas, explorando os recursos naturais da região em detrimento dos direitos da população local.
O evento, realizado quase dois meses após a data oficial do aniversário da RASD, serviu como plataforma para reiterar o apoio à causa saaraui e condenar as manobras que, nas palavras do diplomata, buscam perpetuar a subjugação do povo da região.
A celebração também trouxe à tona a complexidade do conflito, que envolve disputas territoriais históricas e a busca por autodeterminação, enquanto o território permanece dividido entre áreas controladas por Marrocos e zonas administradas pela Frente Polisário, movimento que representa os saarauis e luta pela independência.
O discurso abordou ainda a necessidade de uma solução que respeite os direitos fundamentais dos habitantes do Saara Ocidental, incluindo o acesso aos recursos naturais que, segundo o diplomata, têm sido explorados de forma predatória por interesses externos.
O representante fez um apelo para que a comunidade internacional abandone posturas que priorizem acordos econômicos em vez da justiça e da soberania dos povos. O posicionamento expresso no evento reflete uma crítica ampla às dinâmicas de poder que moldam a geopolítica africana, colocando o país como uma voz de apoio à descolonização e à resolução pacífica de conflitos na região.
O conflito no Saara Ocidental remonta à década de 1970, quando a Espanha, antiga potência colonial, retirou-se do território, deixando um vácuo de poder que resultou na ocupação por Marrocos e na subsequente declaração de independência pela RASD, apoiada pela Frente Polisário.
Apesar de esforços internacionais, como a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), estabelecida em 1991, a promessa de um plebiscito sobre a autodeterminação nunca se concretizou, mantendo a tensão na região. O evento do dia 10 de abril de 2026 reforça a urgência de um debate global sobre o futuro do território e o papel das nações em apoiar ou obstruir uma solução definitiva.


Malak
11/04/2026
Artigo cheio de mentiras… todas as declarações foram feitas pelo representante do estado fantasma e autoproclamado rasd …Mulay…e nao de um diplomata brasileiro…um pouco de respeito aos leitores…