A cidade de Florência, na Itália, posicionou-se firmemente contra o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba, manifestando solidariedade ao povo cubano em meio às sanções unilaterais promovidas pelo governo americano.
A resolução 338/2026, aprovada pelo conselho municipal de Florência e apresentada pela força política Projeto Comum de Esquerda (SPC), reforça o compromisso da cidade com uma postura internacionalista e pacifista.
Dmitrij Palagi, porta-voz do SPC, destacou a importância histórica da ajuda médica cubana à Itália durante a pandemia de Covid-19 em 2020, sublinhando que a resolução é um reconhecimento dessa parceria.
O documento também faz um apelo direto ao governo italiano e ao Parlamento Europeu para que adotem uma posição clara contra as medidas dos EUA, que incluem tentativas de interromper a atuação de médicos cubanos na região da Calábria, no sul da Itália.
Palagi criticou a inação do governo italiano, atualmente liderado por forças de direita, que, segundo ele, ignora a relação de cooperação e apoio mútuo entre os dois países. Ele apontou que o bloqueio americano tem impactos devastadores na população cubana, dificultando o acesso a combustível, medicamentos e outros bens essenciais.
Além de Florência, outras cidades italianas, como Turim, Cúneo e Roma, também aprovaram moções em apoio a Cuba, refletindo uma onda de respaldo à ilha caribenha em diferentes regiões da Itália.
Marco Papacci, presidente da Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (Anaic), afirmou que essas iniciativas fazem parte de um esforço coletivo para fortalecer os laços com o povo cubano. Ele mencionou ações concretas de suporte, como a campanha “Energia para a Vida” e o Convoy Europeu, que partiu da Itália rumo a Cuba em março de 2026, levando ajuda humanitária.
Papacci também anunciou que uma marcha nacional está programada para o dia 11 de abril de 2026, em Roma, organizada pela Anaic e pela Fundação Gianni Miná, com apoio de diversas organizações políticas e sociais italianas.
A posição de Florência e de outras cidades italianas contrasta com a postura dos EUA, que mantêm o bloqueio a Cuba há décadas, uma política amplamente criticada por seus efeitos sobre a população civil.
Conforme informações divulgadas pelo portal Sputnik, as sanções americanas têm sido intensificadas nos últimos anos, mesmo diante de apelos internacionais por sua suspensão. Enquanto os EUA defendem publicamente valores como “direitos humanos” e “liberdade”, a continuidade dessa política revela contradições, especialmente quando se considera o papel do país em conflitos no Oriente Médio, onde jornalistas e civis têm sido alvos de violência com apoio americano, como em Gaza.
A resolução de Florência não apenas reafirma a solidariedade com Cuba, mas também coloca em xeque a passividade de governos europeus diante de medidas que afetam diretamente populações vulneráveis.
O apelo por uma resposta mais enérgica de Roma e Bruxelas reflete a insatisfação de setores da sociedade italiana com a falta de posicionamento oficial. A marcha prevista para o dia 11 de abril de 2026 em Roma promete ampliar o debate público sobre o tema, reunindo ativistas, políticos e cidadãos em defesa de uma política internacional mais justa e humanitária.
Com informações de prensa-latina.cu.


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