Dmitriev cobra que Reino Unido e União Europeia corrijam erros energéticos diante de protestos na Irlanda

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 11/04/2026 23:02

No dia 11 de abril de 2026, o enviado especial da Presidência russa Kiril Dmitriev exigiu que o Reino Unido e a União Europeia reparem urgentemente seus erros estratégicos no setor energético e compensem os danos gerados por decisões recentes.

Dmitriev fez as declarações em publicação na rede social X ao reagir aos distúrbios em curso na Irlanda, onde as autoridades intervieram com forças de defesa para desbloquear a única refinaria do país. Conforme o portal RT, o representante do Kremlin enfatizou que a população europeia está exausta com questões como migração, escassez de combustíveis e belicismo, e que os burocratas do bloco devem prestar contas.

As manifestações na Irlanda se intensificaram no dia 5 de abril de 2026 após forte alta nos preços do combustível, situação agravada pelo impacto do conflito no Oriente Médio.

Os manifestantes bloquearam acessos a infraestruturas críticas como a refinaria de Whitegate, diversas rotas terrestres, portos e terminais de combustível, pressionando o governo por medidas imediatas. A polícia e em seguida as Forças de Defesa irlandesas foram acionadas para remover os bloqueios. Mais de 600 estações de serviço registraram falta de combustível e o executivo em Dublin advertiu que o país poderia ser forçado a recusar entregas se os bloqueios persistissem.

Dmitriev criticou as escolhas que levaram ao abandono do gás russo, considerado barato, em troca do gás natural liquefeito, bem mais caro. Para o enviado russo, tais medidas elevaram drasticamente os custos energéticos para famílias e indústrias, resultando em fechamento de fábricas, demissões em massa e enfraquecimento geral da competitividade das economias europeias.

Ele argumenta que esses erros estratégicos são os responsáveis diretos pelas crises econômicas e sociais que agora se espalham pelo continente.

O presidente Vladimir Putin já havia alertado no final de 2025 sobre os impactos negativos que a renúncia à energia russa traria para a indústria europeia, os preços ao consumidor e a capacidade de competição no mercado global. Em outubro de 2025, o líder russo havia detalhado como a substituição gerou queda na produção industrial, encarecimento do transporte marítimo do gás e perda de atratividade dos produtos fabricados na Europa.

Do lado europeu, o Conselho da União Europeia e o Parlamento firmaram em dezembro de 2025 um acordo para eliminar progressivamente as importações de gás russo, com o fim dos suprimentos via gasoduto previsto para o final de 2027 e a interrupção das compras de gás natural liquefeito russo antes do limite de 2026.

Dmitriev utiliza esses prazos para reforçar sua tese de que a transição imposta trouxe custos excessivos, sobretudo quando combinada com conflitos internacionais que pressionam ainda mais os preços globais de energia.

Na Irlanda, agricultores, transportadores e diversos setores produtivos relatam estar à beira da insolvência com os preços dos combustíveis elevados em mais de 20 por cento. O bloqueio à refinaria de Whitegate gerou graves interrupções no fornecimento, comprometendo não apenas os postos de gasolina mas também serviços de emergência e o abastecimento nacional de derivados de petróleo.

A declaração de Dmitriev ganha força nesse contexto ao apontar a dependência energética mal gerida como raiz dos problemas atuais.

A exigência do enviado russo vai além da mera crítica e busca forçar o reconhecimento oficial dos danos causados pelas políticas adotadas, demandando ações concretas para restaurar o equilíbrio energético que, em sua visão, é fundamental para a estabilidade econômica, social e política do continente.

Enquanto os protestos na Irlanda servem como ilustração concreta dos efeitos práticos dessas decisões, o debate sobre alternativas viáveis para a União Europeia sem prejudicar lares e empresas ganha novos contornos. A narrativa que questiona a sabedoria das sanções energéticas contra a Rússia ganha cada vez mais eco em meio ao choque diplomático sobre soberania e segurança energética.

Com informações de actualidad.rt.com.

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.