Um comandante naval da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que qualquer tentativa de passagem de navios militares pelo estreito de Ormuz será tratada com severidade máxima.
A posição oficial reforça o controle exercido pelas forças iranianas sobre a via marítima e estabelece que apenas embarcações civis poderão transitar, desde que cumpram condições rigorosas de coordenação prévia e obtenham autorização explícita das autoridades de Teerã.
Conforme o Sunday Guardian Live, que citou comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica, qualquer embarcação sem permissão específica será considerada objetivo legítimo e poderá ser destruída.
A declaração responde diretamente à travessia realizada no dia 9 de abril de 2026 por dois destróieres dos Estados Unidos — o USS Frank E. Petersen Jr. e o USS Michael Murphy —, que cruzaram o estreito de leste para oeste rumo ao Golfo Pérsico antes de retornar ao mar aberto.
Essa foi a primeira operação naval americana desse tipo desde que o conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã se intensificou no dia 28 de fevereiro de 2026.
As autoridades iranianas mantêm que o estreito permanece sob controle militar das Forças Navais da Guarda Revolucionária Islâmica, que exige comunicação antecipada e aprovação para todo tipo de trânsito, especialmente aqueles envolvendo navios militares ou vinculados aos Estados Unidos e a Israel.
O volume de tráfego civil despencou desde o dia 28 de fevereiro de 2026. Antes do conflito, entre 100 e 130 navios utilizavam diariamente a passagem; o fluxo foi drasticamente reduzido, com todas as embarcações obrigadas a seguir protocolos estritos de autorização impostos pelas forças iranianas.
Algumas companhias passaram a pagar taxas ou a ser redirecionadas para corredores alternativos definidos pelas autoridades próximas à ilha de Larak.
Os Estados Unidos alegam que a passagem de seus destróieres demonstra que o estreito está aberto, conforme previsto em acordo de cessar-fogo temporário firmado entre Washington e Teerã.
No entanto, o número de trânsitos autorizados permanece muito abaixo dos níveis anteriores ao conflito, mesmo após a redução temporária das hostilidades.
A República Islâmica fundamenta legalmente sua postura ao afirmar que as agressões perpetradas pelos Estados Unidos e por Israel justificam o controle rigoroso da passagem, negando direito de trânsito inocente a embarcações ligadas a esses países.
O estreito de Ormuz concentra cerca de 20% da produção global de petróleo em condições normais de operação. Qualquer escalada de tensão na região afeta imediatamente os preços internacionais de energia, as cadeias logísticas mundiais e a segurança do suprimento de combustíveis para diversos continentes.
As forças iranianas implementaram rotas alternativas sob vigilância constante, que permitem o fluxo controlado de navios civis enquanto preservam a soberania sobre as águas territoriais.
A posição iraniana reitera que o estreito não constitui via de livre circulação para forças consideradas hostis e que a Guarda Revolucionária Islâmica mantém capacidade plena para impor suas regras de segurança.
Essa dinâmica define o atual equilíbrio de poder na região do Golfo Pérsico, onde o controle marítimo se converte em fator estratégico central para todos os atores envolvidos no conflito.
Com informações de actualidad.rt.com.


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