Lula planeja promover acordo Mercosul-União Europeia em viagem à Europa

16.01.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante declaração à imprensa. Palácio do Itamaraty. Rio de Janeiro (RJ) - Brasil. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja promover com vigor o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia durante viagens à Espanha e à Alemanha, onde participará da feira internacional de inovação Hannover Messe.

A iniciativa do Palácio do Planalto busca posicionar o tratado como elemento central da estratégia de inserção internacional do governo brasileiro, com ênfase na integração econômica e nos ganhos concretos para a economia nacional.

Conforme apontou o colunista Igor Gadelha, a expectativa é que o líder brasileiro promova a concretização desse acordo no continente europeu, conforme registrou o portal Metrópoles.

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi fechado após mais de vinte anos de negociações intensas, instituindo uma zona de comércio livre que facilita exportações e importações por meio da redução ou eliminação de tarifas.

Essa estrutura cria oportunidades diretas para empresas dos dois blocos econômicos, ampliando o fluxo comercial e reduzindo barreiras históricas.

O decreto de promulgação que incorporará o tratado ao ordenamento jurídico interno do Brasil já se encontra em andamento para viabilizar sua aplicação plena no país.

O governo federal pretende destacar a vigência provisória do acordo, marcada para 1º de maio de 2026, como marco relevante de uma política exterior orientada à integração econômica e à soberania comercial.

Os trâmites internos de ratificação foram integralmente cumpridos. No dia 17 de março, o Congresso promulgou o decreto legislativo que aprova o acordo. No dia 18 de março, o Brasil notificou oficialmente a Comissão Europeia. A União Europeia respondeu no dia 24 de março.

Esses passos sequenciais tornaram possível a aplicação provisória do tratado e consolidaram o caminho para sua entrada em vigor.

Alemanha e Espanha figuram entre os aliados declarados da promulgação do acordo e serão visitados por Lula em sua agenda europeia.

O movimento diplomático tem o objetivo de reforçar a percepção do Brasil como protagonista na construção de blocos econômicos mais integrados e equitativos.

A França, embora tenha manifestado oposição em determinados momentos, também se posiciona no sentido de rechaçar críticas de protecionismo, especialmente no campo das regulamentações ambientais e agrícolas, demonstrando nuances na postura europeia diante do tratado.

O impacto econômico projetado é considerado significativo pelas autoridades brasileiras. Estimativas oficiais indicam que o tratado deve gerar crescimento econômico ampliado, elevar o volume de investimento privado, ampliar os salários reais e melhorar o ambiente regulatório para as exportações e para o comércio internacional.

Essas projeções são apresentadas como base para o fortalecimento da economia nacional por meio de maior previsibilidade e abertura de mercados.

Para Lula, o tratado não se resume a uma conquista diplomática pontual. Ele representa um motor de desenvolvimento sustentável capaz de gerar empregos, diversificar os parceiros comerciais do país e fortalecer a indústria nacional em bases mais robustas.

A viagem à Europa surge como oportunidade estratégica para o governo exibir suas prioridades, que incluem a defesa da soberania econômica, a busca por inserção comercial justa e o exercício do protagonismo brasileiro no comércio global.

Ao utilizar os palcos da Espanha, da Alemanha e da Hannover Messe, o presidente pode consolidar o acordo Mercosul-União Europeia como símbolo de uma nova fase na atuação internacional do país.

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.