Banco Central aponta inadimplência de jovens 50% superior à de adultos

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 13/04/2026 12:11

O Relatório de Cidadania Financeira 2025 do Banco Central, conforme detalhado no portal Metrópoles, revela que a inadimplência entre os jovens é cerca de 50% maior do que a dos adultos.

Nos últimos oito anos, os jovens apresentaram inadimplência média de 3,3%, enquanto os adultos tiveram taxa de 2,1%. Uma diferença que se observa em praticamente todas as faixas de renda e que acende um alerta para a estabilidade financeira das novas gerações.

Para pessoas com renda de até dois salários mínimos, os jovens mantiveram média de inadimplência de 7,4%, ante 6,1% para adultos e 4,9% para idosos. Já na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos, houve pico em 2022, com 6,9% para os jovens, 4,9% para os adultos e 4% para os idosos.

Em 2024, todas as idades convergiram para taxas entre 4% e 5%, demonstrando uma melhora geral no cenário, porém com manutenção das diferenças etárias.

Os dados de 2024 mostram os números mais preocupantes entre os jovens de baixa renda. Entre aqueles com renda de até dois salários mínimos, 17,4% estavam inadimplentes. Na faixa de dois a cinco salários mínimos, a taxa alcançou 13,8%. Entre os jovens de maior renda, o percentual foi de 10%. Esses índices ilustram como a vulnerabilidade é inversamente proporcional à renda dentro do grupo etário mais jovem.

O cartão de crédito lidera as preferências dos jovens. Em 2024, 17 milhões deles utilizaram o meio de pagamento à vista, enquanto outros 13 milhões — cerca de 76% — recorreram também ao rotativo ou ao parcelado.

Os jovens representam 21% dos usuários de cartão de crédito no país. Essa participação sobe para 24% quando se consideram apenas as modalidades de rotativo e parcelado. No caso de empréstimo pessoal, foram 11 milhões de jovens, o equivalente a 26% do total de tomadores nessa linha de crédito.

A autoridade monetária identifica como prováveis causas para o fenômeno o menor controle financeiro dos jovens, a primeira exposição a produtos de crédito e a tendência a priorizar o curto prazo em detrimento de um planejamento mais robusto. O documento serve como base para discussões sobre como aprimorar a educação financeira e os mecanismos de proteção ao consumidor jovem no mercado de crédito.


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