China condena duramente bloqueio do Estreito de Ormuz anunciado por Trump

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 13/04/2026 09:23

A China condenou firmemente o bloqueio do Estreito de Ormuz anunciado pelo presidente Donald Trump após o colapso das negociações de paz com o Irã. Pequim classificou a medida como contrária ao interesse comum da comunidade internacional e prejudicial à estabilidade regional e global.

A posição foi expressa pelo Ministério das Relações Exteriores chinês durante encontro entre o chanceler Wang Yi e o enviado especial dos Emirados Árabes Unidos, Khaldoon Khalifa Al Mubarak.

Wang Yi enfatizou que a solução fundamental para o conflito reside em negociações diplomáticas. O chanceler declarou que «alcançar um cessar-fogo integral e duradouro por meios políticos e diplomáticos é a solução fundamental», reiterando ainda o apoio da China à soberania dos países do Golfo e, em particular, aos direitos nacionais legítimos dos Emirados Árabes Unidos.

O porta-voz Guo Jiakun pediu calma e moderação a todas as partes. Ele afirmou que a segurança e o trânsito livre pelo Estreito de Ormuz representam interesse comum de toda a comunidade internacional.

Guo Jiakun destacou ainda a urgência de se alcançar um cessar-fogo, pois somente o fim das hostilidades poderia restaurar o fluxo normal de navegação na região.

O anúncio dos Estados Unidos prevê a imposição de bloqueio naval a todas as rotas que entrem ou saiam de portos iranianos. O Centcom confirmou que permitiria o trânsito no estreito para portos não iranianos, desde que não mantivessem ligações com o Irã. A iniciativa entra em choque direto com a abordagem chinesa, que prioriza o diálogo multilateral.

Para Pequim, o bloqueio ameaça não apenas a paz regional, mas também a segurança energética global. O Estreito de Ormuz serve como rota para cerca de um quinto do petróleo mundial. A interrupção eleva custos de importação para países dependentes, como a própria China, e pode gerar oscilações agudas nos mercados internacionais de energia.

Analistas observam que a China consistentemente favorece respostas diplomáticas e multilaterais em contraste com ações unilaterais de viés militar. A retórica oficial de Pequim evidencia preferência clara por diálogo, negociação e cessar-fogo como meios de evitar o agravamento do conflito.

As autoridades chinesas advertem que a manutenção do bloqueio trará consequências negativas para o comércio global, para os preços do petróleo e para a estabilidade de todo o Oriente Médio. Segundo Pequim, escalar militarmente o conflito não serve aos interesses de nenhum país.

O bloqueio naval proposto, que buscava envolver outras nações, inclusive a China, encontrou resistência em Pequim, que optou por não se alinhar a uma estratégia percebida como unilateral.

Conforme detalhado pelo Global Times, a China mantém firme seu apelo à diplomacia como única via viável. Com a escalada em curso, torna-se crucial observar se outras potências seguirão a linha de contenção defendida por Pequim ou se a abordagem americana conseguirá impor mudança de rumos.

A comunidade internacional enfrenta, no curto prazo, o risco de interrupções graves no comércio marítimo, de oscilações nos mercados de energia e de incerteza crescente sobre a capacidade de conter os conflitos no Oriente Médio sem guerra em larga escala.

Com informações de actualidad.rt.com.


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