A nave Orion, da missão Artemis II, capturou, em 6 de abril de 2026, uma imagem impressionante denominada “Earthset”, na qual a Terra em forma de crescente desaparece lentamente atrás da face acidentada da Lua. A fotografia foi feita a cerca de 6.550 quilômetros acima da superfície lunar, pouco antes de o veículo entrar em silêncio de comunicações com a Terra. De acordo com a LiveScience, o comandante Reid Wiseman relatou sentir arrepios e mãos suando ao ver o planeta deixar de existir diante de seus olhos — experiência que definiu como um presente para a mente humana. ([livescience.com](https://www.livescience.com/space/human-minds-shouldnt-have-to-go-through-this-artemis-ii-crew-recalls-unreal-moment-when-earth-disappeared-space-photo-of-the-week?utm_source=openai))
O fenômeno ocorreu exatamente às 18h41 EDT (22h41 UTC), quando apenas um fino crescente da Terra permanecia iluminado, revelando nuvens brancas sobre regiões da Austrália e da Oceania, enquanto o restante se encontrava imerso na noite. À frente, a superfície lunar tornava-se visível em detalhes chocantes, com destaque para a cratera Ohm, cujas bordas em degraus e picos centrais emergiam nitidamente. ([space.com](https://www.space.com/space-exploration/human-spaceflight/artemis-2-captures-historic-earthset-photo-space-photo-of-the-day-for-april-7-2026?utm_source=openai))
Para os tripulantes – Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen – a imagem não foi meramente técnica: ela tocou algo profundo. Wiseman comentou: “Eu estou realmente arrepiado agora — apenas pensando nisso, minhas mãos estão suando”, expressando emoção ao ver a Terra sumir de vista. ([livescience.com](https://www.livescience.com/space/human-minds-shouldnt-have-to-go-through-this-artemis-ii-crew-recalls-unreal-moment-when-earth-disappeared-space-photo-of-the-week?utm_source=openai))
O silêncio que se seguiu não foi apenas radiofônico: momentos depois da captura da imagem, a nave entrou em uma interferência de comunicações planejada com a Terra enquanto passava pela face oculta da Lua. A duração desse blackout foi de cerca de 31 minutos. ([livescience.com](https://www.livescience.com/space/human-minds-shouldnt-have-to-go-through-this-artemis-ii-crew-recalls-unreal-moment-when-earth-disappeared-space-photo-of-the-week?utm_source=openai))
Além de seu valor visual, a missão Artemis II estabeleceu novo recorde humano de distância da Terra. A cápsula Orion atingiu aproximadamente 406.771 quilômetros do planeta em 6 de abril de 2026, superando o recorde do Apollo 13 de cerca de 400.171 quilômetros. Esse marco ocorreu durante a trajetória de sobrevoo lunar, quando Orion ultrapassou Apollo 13 pouco antes de atingir sua máxima distância. ([space.com](https://www.space.com/space-exploration/artemis/artemis-2-astronauts-head-toward-earth-record-breaking-moon-flyby?utm_source=openai))
Ao fotografar cerca de 30 alvos científicos na superfície lunar, incluindo bacias como Orientale e Hertzsprung do lado oculto, a tripulação aproveitou a ocasião para propor que dois novos crateras fossem nomeadas: uma em homenagem à nave — Integrity — e outra para Carroll, esposa de Wiseman que faleceu em 2020. ([newswall.org](https://www.newswall.org/summary/nasa-families-don-rsquo-t-go-to-the-moon-but-they-rsquo-re-on-the-mission-too-69d46303941d0?utm_source=openai))
Ao emergir da face oculta, Orion participou de um eclipse solar total observável da espaçonave, outro dos momentos raros registrados. A duração do eclipse foi de aproximadamente 57 minutos. O extremo luminoso surgiu após a obscuridade lunar, outro espetáculo visual durante a missão. ([it.wikipedia.org](https://it.wikipedia.org/wiki/Artemis_II?utm_source=openai))