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Ministro Nunes Marques abre inquérito contra Marco Buzzi, do STJ

0 Comentários🗣️🔥 O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (14 de abril de 2026), em despacho proferido na Corte, abrir inquérito para apurar denúncias de assédio sexual contra o ministro afastado Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com a decisão, a Polícia Federal (PF) passará a atuar […]

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O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (14 de abril de 2026), em despacho proferido na Corte, abrir inquérito para apurar denúncias de assédio sexual contra o ministro afastado Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Com a decisão, a Polícia Federal (PF) passará a atuar formalmente na investigação do caso, tendo um prazo inicial de 60 dias para a conclusão dos trabalhos.

A primeira acusação contra Buzzi foi feita por uma jovem de 18 anos, que relatou ter sido importunada sexualmente pelo magistrado durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), onde ela se hospedava na própria residência do ministro, acompanhada de seus pais.

Após a repercussão do episódio, ao menos mais duas mulheres buscaram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para relatar assédio por parte de Buzzi, desta vez no contexto de suas funções profissionais como magistrado.

Em fevereiro, o plenário do STJ decidiu afastar Buzzi cautelarmente de suas funções, enquanto uma sindicância sobre o caso é conduzida pelos ministros relatores Francisco Falcão, Antônio Carlos Ferreira e Raul Araújo. O prazo para a conclusão desta apuração administrativa foi prorrogado no mês passado e tem previsão de encerramento para esta semana.

A defesa de Buzzi chegou a solicitar ao STF a suspensão da sindicância no STJ, mas o ministro Nunes Marques negou o pedido. Na esfera criminal, o caso tramita no Supremo Tribunal Federal em razão do foro privilegiado do magistrado, sob a relatoria de Nunes Marques, que analisa os depoimentos prestados pela denunciante de 18 anos à polícia e ao CNJ.

Em nota oficial divulgada nesta terça-feira (14 de abril de 2026), a defesa de Marco Buzzi negou veementemente as acusações, afirmando que o ministro sofre uma “campanha sistemática de acusações veiculadas na imprensa”.

O texto, assinado pelos advogados Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Preta, afirma que “os reveses jurídicos pontuais desta fase inicial não alteram a realidade dos fatos: o ministro não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória”.

“É inaceitável que, sob o pretexto de uma causa relevante, se promova um verdadeiro linchamento moral, baseado em ilações, contra um magistrado com mais de quatro décadas de atuação irrepreensível e sem qualquer mácula em sua trajetória”, completou a nota da defesa.

Fonte: Agência Brasil

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