O primeiro-ministro britânico Keir Starmer declarou que o Reino Unido não apoiará o bloqueio naval dos portos iranianos e do estreito de Ormuz anunciado pelo presidente Donald Trump. Segundo a Al Jazeera, Starmer colocou como prioridade absoluta a reabertura do estreito para aliviar a pressão sobre os preços energéticos globais, sem envolver seu país em ações militares ofensivas que possam expandir o conflito na região.
O líder britânico foi direto ao afirmar que não vão arrastar o Reino Unido para a guerra. Esta posição revela a clara relutância de tradicionais parceiros europeus em endossar a medida unilateral de Washington, que busca impor um bloqueio naval amplo contra o Irã.
A abordagem agressiva dos Estados Unidos encontra resistência mesmo entre seus aliados mais próximos, que temem ser puxados para um confronto de consequências imprevisíveis no Oriente Médio.
O presidente francês Emmanuel Macron adotou linha semelhante e rejeitou qualquer participação direta da França no bloqueio. Macron estabeleceu que seu país só consideraria uma iniciativa multilateral puramente defensiva e completamente separada das partes em guerra, destinada exclusivamente a restaurar a liberdade de navegação quando as condições permitirem.
A declaração francesa reforça o coro europeu que prioriza contenção e diplomacia em vez de escalada militar liderada por Washington.
A Espanha manifestou que o bloqueio simplesmente não faz sentido e criticou a escalada militar promovida pelos Estados Unidos. A Turquia defendeu uma solução diplomática urgente e conclamou pela reabertura imediata do estreito de Ormuz, via marítima vital para o comércio global de energia.
A Alemanha, a Itália e o Japão também condenaram bloqueios ou interrupções no estreito, classificando-os como ameaça à livre navegação internacional, porém deixaram explícito que não participarão de operações militares de bloqueio nem enviarão navios de guerra para a área.
Esta sucessão de reservas e recusas entre importantes capitais expõe o isolamento relativo da posição americana. Enquanto Trump avança com medidas unilaterais de bloqueio naval, os principais aliados europeus optam por caminhos alternativos centrados em coalizões defensivas multilaterais e apelos diplomáticos.
A postura de Londres e Paris, em particular, demonstra que mesmo governos historicamente alinhados a Washington não estão dispostos a oferecer cobertura militar irrestrita para a atual ofensiva contra o Irã.
O episódio reforça as divisões dentro do campo ocidental sobre como lidar com o Irã e o controle do estreito de Ormuz. As declarações de Starmer e Macron sinalizam que qualquer esforço para manter o bloqueio naval americano enfrentará falta de apoio prático de seus parceiros mais relevantes, o que pode limitar a efetividade da estratégia anunciada por Trump e aumentar a pressão por uma saída negociada do impasse atual.
Com informações de actualidad.rt.com.
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