O governo Lula propôs elevar o salário mínimo para R$ 1.717 a partir de janeiro de 2027. O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias com essa sugestão foi encaminhado ao Congresso Nacional.
O valor representa reajuste de 5,92% sobre o piso atual de R$ 1.621. Conforme apontou o Diário do Centro do Mundo, o cálculo oficial incorpora a inflação acumulada pelo INPC nos doze meses anteriores.
A fórmula soma ainda o crescimento do PIB de dois anos antes. Para o salário mínimo de 2027, considera-se a expansão de 2,3% estimada para 2025.
A política de valorização do salário mínimo com ganho real acima da inflação foi adotada em gestões anteriores de Lula e durante o governo Dilma Rousseff. A regra específica em vigor foi estabelecida em 2023 e introduz teto de 2,5% para o aumento real até 2030.
O salário mínimo serve como parâmetro de referência para cerca de 61,9 milhões de trabalhadores formais, aposentados e beneficiários de pagamentos do INSS.
O Dieese estima que o valor vigente não atende plenamente às necessidades de uma família de quatro pessoas. Seria necessário piso aproximado de R$ 7.426 — quase 4,5 vezes o mínimo atual — para cobrir alimentação, moradia, transporte, educação e saúde.
A limitação do ganho real impõe clara dimensão fiscal ao reajuste. A restrição deve gerar economia de cerca de R$ 110 bilhões para o governo federal entre 2025 e 2030.
Se o reajuste seguisse apenas a inflação, o impacto adicional em benefícios previdenciários e assistenciais superaria R$ 1 trilhão em dez anos. A proposta se enquadra no arcabouço fiscal aprovado em 2024, que busca impor limites e previsibilidade às contas públicas.
A LDO define metas e parâmetros para o exercício fiscal seguinte. Os valores indicados para o salário mínimo ainda passarão por análise e aprovação dos parlamentares no Congresso Nacional.
Desde 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo nacional vigora em R$ 1.621. Esse patamar refletiu alta de 6,79% ante o ano anterior, também combinando correção pelo INPC e ganho real dentro do teto legal.
A proposta para 2027 dá sequência à valorização do piso como instrumento relevante de política social. O número final ainda pode ser alterado conforme a evolução das discussões legislativas e novas projeções econômicas.