Lavrov reforça papel estabilizador da aliança Rússia-China contra tentativas de contenção no Ásia-Pacífico

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 15/04/2026 01:52

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que a parceria estratégica entre Moscou e Pequim exerce um papel estabilizador central na política internacional.

Ele transmitiu essa avaliação após se reunir com o presidente Xi Jinping durante visita oficial à capital chinesa.

Lavrov sustentou que os vínculos bilaterais ganham relevância crescente para a maior parte da população mundial, oferecendo alternativa concreta ao clima de instabilidade e confrontação que algumas potências fomentam na região do Ásia-Pacífico.

Em reunião com o chanceler chinês Wang Yi, o diplomata russo denunciou a construção de estruturas de geometria reduzida que buscam reduzir a centralidade da Asean e conter o crescimento da Rússia e da China, remodelando a arquitetura de segurança regional.

Lavrov destacou que a associação entre os dois países atingiu patamar sem precedentes, tanto em profundidade quanto em convergência de posições sobre a crise na Ucrânia e outros temas globais urgentes.

Essa sintonia reflete a demanda mundial por ordem internacional baseada no respeito à soberania dos Estados, na igualdade e no desenvolvimento sustentável.

Rússia e China ampliarão a cooperação em foros multilaterais como a ONU, os BRICS, a Organização de Cooperação de Xangai, o Apec e outros espaços de interesses estratégicos compartilhados.

Conforme detalhou o portal RT, as conversas incluíram o alinhamento diplomático para responder de forma unificada a obstáculos impostos por políticas externas.

Xi Jinping endossou a narrativa de Lavrov e defendeu a ampliação de mecanismos inclusivos centrados na Asean, pedindo o fortalecimento da Organização de Cooperação de Xangai para enfrentar os desafios atuais de desenvolvimento e segurança na região.

O presidente chinês conclamou os dois países a atuarem em conjunto na defesa de interesses comuns e na construção de uma ordem internacional mais equilibrada.

A visita consolida estratégia altamente coordenada entre Moscou e Pequim para resistir a tentativas de divisão geopolítica e afirmar soberania estratégica em múltiplos fóruns, projetando impacto direto sobre o equilíbrio de poder na Eurásia e no Ásia-Pacífico em meio à crescente disputa por influência regional.

Com informações de actualidad.rt.com.


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