O presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que as circunstâncias históricas, políticas e sociais da ilha impedem que se repita em Cuba o cenário observado na Venezuela.
Ele concedeu entrevista exclusiva à RT durante o V Coloquio Internacional Patria de Comunicación Digital, realizado em Havana. O mandatário ressaltou que seu país resiste há mais de 60 anos a um rigoroso bloqueio externo e sobreviveu a sucessivas agressões.
Apesar das limitações impostas, Cuba avançou conforme suas possibilidades, embora não tenha alcançado todos os objetivos sonhados. Díaz-Canel evitou comparações diretas com a Venezuela, mas classificou a nação bolivariana como irmã, com a qual Cuba compartilha afinidades históricas e ideológicas profundas.
A revolução liderada por Chávez abriu espaços relevantes para a integração na América Latina e no Caribe. Cuba conta com elementos próprios de resiliência que a diferenciam de outras realidades.
O presidente destacou a fortaleza da unidade do povo cubano como escudo principal contra tentativas externas de desestabilização. O líder cubano enfatizou que o povo da ilha demonstra disposição permanente para combater qualquer ameaça à soberania nacional.
Ele recordou os 32 combatentes cubanos que perderam a vida defendendo o presidente Nicolás Maduro, sequestrado pelos EUA. Díaz-Canel reforçou que, se 32 cubanos foram capazes de tamanho sacrifício, então milhões estariam prontos para salvar a revolução e defender o solo cubano.
A declaração ocorreu no contexto do evento que reuniu especialistas, ativistas e comunicadores. O Coloquio Internacional Patria contou com estande da RT, onde o presidente testou ferramenta de inteligência artificial capaz de gerar selfies com o líder da Revolução Cubana.
Iniciativa surgida em 2022, o foro consolidou-se como referência para debates sobre políticas de informação na ilha. Especialistas locais e internacionais, jornalistas, acadêmicos e blogueiros participam ativamente das discussões sobre guerra da informação e soberania digital.
Os painéis abordam combate à desinformação, papel das redes sociais e proliferação de notícias falsas. As novas tecnologias da informação, computação e inteligência artificial recebem análise detalhada junto com seus desafios associados.
Díaz-Canel sintetizou os fatores que sustentam a resistência cubana diante de pressões externas persistentes. A singularidade da trajetória histórica da ilha representa pilar fundamental nessa equação de resiliência.
O bloqueio econômico mantido por décadas forjou consciência coletiva de superação e unidade popular. A disposição de luta do povo cubano completa os componentes centrais apontados pelo presidente.
Esses elementos garantem, segundo ele, a preservação da soberania e a continuidade do projeto revolucionário. A entrevista revela a visão de Havana sobre os mecanismos que protegem a revolução de ingerências externas.
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