O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, celebrou o envio de 100 mil toneladas de petróleo pela Rússia como apoio essencial em meio à grave crise energética. Em entrevista ao portal RT durante o V Coloquio Internacional Patria de Comunicación Digital, em Havana, ele classificou o carregamento como gesto de solidariedade política e material.
Trata-se do primeiro abastecimento significativo recebido pela ilha em cerca de quatro meses. Cuba permanecia sem novos suprimentos desde janeiro, o que provocou apagões prolongados e escassez de diesel em setores vitais como saúde e transporte.
O volume enviado cobre aproximadamente um terço do consumo mensal cubano. Equivalente a cerca de 730 mil barris, o carregamento garante entre sete e dez dias de suprimento nacional, segundo o mandatário.
Díaz-Canel explicou que o petróleo chegou em forma bruta e exigirá refinamento antes de chegar às ruas e ao sistema elétrico. Os efeitos práticos no abastecimento e na geração de energia devem se manifestar poucos dias após a chegada da carga.
O presidente cubano reconheceu o carregamento como um respiro necessário diante da asfixia provocada pelo bloqueio dos Estados Unidos. Ele advertiu, porém, que o volume permanece limitado e não resolve a crise estrutural de forma definitiva.
Díaz-Canel defendeu o direito soberano de Cuba importar combustíveis como parte normal das relações comerciais entre países. O bloqueio estadunidense intensificou-se após cortes de fornecimento da Venezuela e do México, em razão de sanções e ameaças de Washington contra nações que auxiliam Havana.
Apesar da pressão externa, a ilha não está isolada. Rússia, China e vários governos da América Latina mantêm cooperação prática e disposição política para apoiar o país caribenho.
Os benefícios da ajuda russa devem aparecer em breve na estabilização do sistema elétrico, na distribuição de combustíveis e no funcionamento de postos de abastecimento. Díaz-Canel reforçou que a recuperação plena exige suprimentos regulares e o fim das interferências externas que cerceiam o comércio cubano.
A entrevista ocorreu no contexto das atividades que celebram o centenário do nascimento de Fidel Castro. O presidente reafirmou a determinação cubana de resistir ao bloqueio e de afirmar o direito ao desenvolvimento independente.
Cuba enfrenta desafios energéticos agravados por décadas de sanções unilaterais. O gesto russo representa alívio imediato e demonstra que a solidariedade internacional permanece viva contra políticas de cerco econômico.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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Adalberto Livre
17/04/2026
E quem financia isso tudo é sempre o povo cubano, né? Enquanto Díaz-Canel celebra o petróleo russo, a população sofre apagões e racionamento, resultado de políticas de isolamento e bloqueio que só emperram o progresso.
Augusto Silva
17/04/2026
Verdade, Adalberto: o povo cubano paga a conta — mas a culpa não é de sonhos revolucionários, é de bloqueios que sufocam desde remédios até lâmpadas. Imagino se fosse o contrário: se o comércio fluísse livremente, será que os apagões persistiriam?
Miriam
17/04/2026
É lamentável que Cuba precise depender de iniciativas externas para suprir necessidades básicas como energia — reflexo claro de políticas que beiram à punição coletiva. A Rússia mandou 100 mil toneladas de petróleo, certo, mas e o efeito prático disso para o cidadão comum? Se há bloqueio externo, há também responsabilidades internas ignoradas.
Rubens O Pescador
17/04/2026
Boa notícia, graças a Deus alguém ainda se solidariza de verdade com o povo oprimido. Lembra quando o Brasil do PT ajudava sem tanta ostentação, mas com coração, pra quem mais precisava? É disso que Cuba precisava pra colocar comida no prato e gás no fogão, sem depender dos caprichos de blockades imperiais.
Tonho Patriota
17/04/2026
AH, VAMOS COMUNISTAS FAZER O L em Havana! Cuba recebendo petróleo da RÚSSIA pra bancar o apagão que os EUA impôs — tá cheio de gente dizendo que isso é “solidariedade”, mas é só aliança com o socialismo que faliu. Se for pra acreditar em regime que promete luz mas entrega escuridão, prefiro ficar com a mamadeira gigante do terraplanismo – pelo menos não fingem.
Francisco de Assis
17/04/2026
Tonho, se você acha que o socialismo “faliu”, me explica então por que um país imperialista como os EUA tá tremendo e tentando isolar Cuba? Não é solidariedade fingida: é questão de dignidade soberana contra bloqueio iníquo. E sobre escuridão: quero ver ficar de olhos fechados pra quem se lambuza de hipocrisia todos os dias.
Alice T.
17/04/2026
Então agora é “direito soberano” receber petróleo de outro regime autoritário, né? Se o Díaz-Canel acha que isso resolve, é porque ignora que o bloqueio estadunidense não apareceu do nada — é resultado de mais de 60 anos de embargo que garante sofrimento. A crise energética em Cuba não é acidente, é política.
Pedro
17/04/2026
Bom, receber petróleo da Rússia alivia um pouco, mas quem tá na rua vê que isso não resolve o aumento da gasolina nem o IPVA que tá consumindo o salário. Enquanto isso, a gente roda no desespero, pagando mais pra ir trabalhar do que pra viver.
Carlos A. Mendes
17/04/2026
Apoiando um governo que sofre sanções é coisa de prático, não de ideológico: se ajuda quem precisa, é bem-vindo. Agora, dizer que é tudo culpa do bloqueio tá simplificando demais — crise energética exige responsabilidade interna também. Se querem credibilidade, que mostrem gestão eficiente, transparência, não só discursos grandiosos.
Jeferson da Silva
17/04/2026
Enquanto o imperialismo ianque aperta o nó energético, países como Rússia e Cuba se levantam oferecendo solidariedade concreta – não é discurso bonito pra inglês ver, é resistência viva! Esse tipo de ação mostra que esperança existe além das sanções e chantagens dos EUA.
Celio Fazendeiro
17/04/2026
Esse Díaz-Canel tá igualzinho a urubu espalhando desastre alheio: comemora petróleo russo como se fosse solução, quando a real é botar Cuba pra produzir energia própria e parar de depender dessas misericórdias políticas. Esse papo de “bloqueio dos EUA” é desculpa pra incompetência — façam mais, reclamem menos.
Maura Santos
17/04/2026
Celio, sua crítica só ignora um detalhe: Cuba tem sofrido décadas de restrições que dificultam investir em infraestruturas energéticas. É mais fácil acusar de incompetência quem tenta sobreviver num cenário criado historicamente pra frear o país — reclamar menos? Claro, mas primeiro derrubem o bloqueio se quiserem jogo limpo.