A expiração do tratado New START, em fevereiro de 2026, sem qualquer acordo substituto à vista, está acelerando um processo que preocupa analistas de segurança internacional: a busca de novos países por capacidade nuclear própria.
O economista Alexander Dynkin, em análise divulgada pelo Sputnik, aponta que a postura de Washington no pós-New START é o principal catalisador dessa tendência.
O New START era o último grande tratado bilateral em vigor entre Estados Unidos e Rússia para limitar o número de ogivas nucleares estratégicas e seus respectivos veículos de entrega. Com a recusa americana em aceitar a proposta russa de extensão voluntária por um ano, o arcabouço de controle de armas que estruturou a segurança estratégica global por décadas deixou de existir sem um sucessor negociado.
Segundo Dynkin, o vácuo deixado pelo colapso do tratado, combinado com a escalada de tensões geopolíticas protagonizadas por Washington, está levando um conjunto expressivo de nações a reconsiderar sua postura em relação ao armamento nuclear. O economista cita nominalmente Turquia, Coreia do Sul, Japão, Arábia Saudita e a República Islâmica do Irã como países que passaram a avaliar o desenvolvimento de capacidade nuclear como instrumento de dissuasão e defesa soberana.
A Polônia também teria sinalizado interesse em desenvolver capacidades nucleares próprias, segundo a análise. O argumento central de Dynkin é que várias dessas nações já possuem os recursos tecnológicos e financeiros necessários para avançar nessa direção, e que o que as mantinha dentro dos limites dos tratados era precisamente a existência de um quadro multilateral de controle de armas — quadro esse que Washington optou por não preservar.
O analista destaca ainda que a postura dos EUA em relação ao arsenal nuclear próprio agrava o cenário. Caso Washington decida expandir seu estoque de ogivas ou avançar com a implantação de armas nucleares em países terceiros — uma possibilidade que circula em debates estratégicos americanos —, a Rússia seria forçada a revisar sua própria postura no período pós-New START, potencialmente desencadeando uma espiral de rearmamento.
A análise de Dynkin chega em um momento em que o debate sobre proliferação nuclear voltou ao centro da agenda de segurança global. A ausência de um tratado vigente entre as duas maiores potências nucleares do planeta retira o principal instrumento de pressão diplomática que historicamente desincentivava terceiros países de buscar o caminho nuclear. Sem esse freio institucional, o cálculo estratégico de nações que se sentem ameaçadas ou ignoradas pela ordem internacional muda de forma significativa.
O economista conclui que negociações eficazes entre Moscou e Washington são indispensáveis para conter o risco de uma nova corrida armamentista de escala global. A janela para esse diálogo, no entanto, segue fechada enquanto os dois países não retomam conversações formais sobre controle de armas estratégicas.
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Alice T.
17/04/2026
Ah, sim, porque o mundo realmente precisa de MAIS armas nucleares, né? Enquanto os bilionários gastam milhões em viagens espaciais, a gente aqui na Terra tá cada vez mais perto de um apocalipse nuclear. Prioridades, né, galera? 🙄
Vanessa Silva
17/04/2026
É crucial que as nações priorizem o diálogo e a cooperação internacional em vez de uma corrida armamentista. Investir em segurança nuclear pode ser importante, mas não podemos esquecer que o desenvolvimento sustentável das cidades e a qualidade de vida das pessoas dependem de soluções pacíficas e colaborativas.
Mariana Ambiental
17/04/2026
Enquanto os EUA jogam xadrez geopolítico com armas nucleares, esquecem que segurança real vem de práticas sustentáveis e cooperação internacional. A corrida armamentista não traz paz, apenas desvia recursos vitais da luta contra a crise climática e desigualdade global.