Milhares de libaneses deslocados pelos ataques israelenses encheram as estradas em direção ao sul do Líbano. O cessar-fogo de dez dias negociado pelos Estados Unidos motivou o movimento em massa de veículos carregados de pertences.
As vias entre Sidon e Tiro registraram congestionamento intenso com motoristas tentando atravessar pontes danificadas por bombardeios. Equipes fizeram reparos parciais para permitir a passagem apesar dos danos visíveis na infraestrutura.
O acordo entrou em vigor na última sexta-feira, segundo o horário local. Semanas de combates intensos antecederam a trégua e geraram um pesado balanço de vítimas civis.
Autoridades libanesas registraram 2.294 mortes e 7.544 feridos devido aos bombardeios israelenses. Os números oficiais consolidam o impacto devastador dos ataques sobre a população civil.
Residentes que retornam demonstram alívio misturado com forte apreensão sobre o estado de suas casas. Muitos ignoram se as residências resistiram ou se transformaram em escombros.
No rio Litani, pontes atingidas por ataques aéreos receberam consertos emergenciais. No cruzamento de Qasmiye, o tráfego segue lento em uma única pista liberada para o fluxo de veículos.
Moradores do extremo sul confirmaram a remoção da bandeira israelense do castelo de Beaufort. O gesto simbólico trouxe esperança limitada em meio à paisagem marcada pela destruição.
Autoridades libanesas e líderes locais alertam que a segurança continua instável na região. Não existe garantia de que a trégua temporária será mantida nos próximos dias.
Bairros do sul de Beirute registram retornos cautelosos de famílias que fugiram dos ataques. Um morador varria vidros quebrados de seu comércio destruído e afirmou que não dormiria ali naquela noite por falta de eletricidade e água.
Um bombardeio israelense em Tiro na véspera do cessar-fogo matou pelo menos 15 civis. Dezenas de pessoas ainda podem estar desaparecidas sob os escombros, conforme relatos de testemunhas.
A capital Beirute sofreu ao menos 300 mortes em ataques que atingiram áreas residenciais e comerciais. Hospitais da cidade operaram no limite com o grande influxo de feridos.
O governo libanês divulgou os dados consolidados da crise, conforme reportou o AP News em sua cobertura sobre o retorno dos deslocados. A trégua vigente permanece temporária e sua renovação depende do comportamento das partes envolvidas.
A ajuda humanitária enfrenta obstáculos para alcançar as zonas mais devastadas pela guerra. Muitos libaneses iniciam agora a complexa tarefa de avaliar danos e planejar a reconstrução de suas vidas.
Com informações de ansa.it.
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