O movimento Hezbollah afirmou que responderá de forma apropriada às violações do cessar-fogo cometidas por Israel em território libanês.
Mahmoud Komati, vice-chefe do conselho político do grupo, fez essa declaração durante coletiva de imprensa em Beirute. Ele acusou forças israelenses de bombardear áreas residenciais e veículos civis no sul do Líbano.
Komati enfatizou que o Hezbollah não aceitará as condições impostas por Tel Aviv. Cada violação será tratada como ato de agressão.
O dirigente revelou que submeterá em breve um plano de ação detalhado ao secretário-geral Naim Qassem. Esse documento definirá as diretrizes estratégicas do movimento para a nova fase de confrontos na fronteira sul.
Komati advertiu que o Hezbollah seguirá política independente caso o governo libanês mantenha negociações diretas com Israel. Para o grupo, tais conversas prejudicam os interesses nacionais e enfraquecem a soberania libanesa.
A estabilidade do cessar-fogo dependerá da situação ao longo da linha de contato entre os dois países. Meios de comunicação libaneses registraram múltiplos ataques israelenses em zonas civis desde a última sexta-feira.
Esses incidentes ocorreram mesmo após a vigência do acordo de trégua. O pacto buscava criar espaço para negociações de paz mais amplas na região.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou que Israel manteria controle sobre uma zona de segurança de dez quilômetros no sul do Líbano. Ele acrescentou que não atenderia exigências apresentadas pelo Hezbollah.
O movimento considera essa zona de segurança uma violação direta da soberania libanesa. A organização reforçou que está preparada para responder a qualquer ataque e não aceitará imposições sobre seu território nacional.
Como força de resistência contra a ocupação israelense, o Hezbollah vê a defesa armada como instrumento legítimo diante de agressões. Seus líderes exigem respeito ao direito internacional e à integridade territorial do Líbano em qualquer entendimento.
O novo plano estratégico em elaboração sinaliza intenção de manter pressão sobre Israel. Ele também busca reforçar a posição política do grupo dentro do Líbano.
Os eventos atuais expõem a fragilidade de iniciativas de trégua na região. O Oriente Médio segue marcado por disputas que envolvem múltiplos atores e interesses divergentes.
Fonte: Sputnik International
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