O líder do Hezbollah Naim Qassem afirmou que o cessar-fogo entre Israel e o Líbano não basta para assegurar uma paz estável, e apresentou cinco condições que Tel Aviv precisa cumprir para evitar nova escalada do conflito.
Segundo o portal RT, as exigências incluem o fim permanente de todas as ações militares israelenses por terra, mar e ar em território libanês. Qassem demandou ainda a retirada completa das forças de Israel das áreas ocupadas até as fronteiras internacionalmente reconhecidas.
O terceiro ponto prevê a libertação de prisioneiros detidos durante o conflito. O retorno seguro de toda a população deslocada às suas cidades e vilarejos no sul do Líbano e a reconstrução das áreas destruídas com apoio árabe e internacional, sob comando nacional libanês, completam a lista.
O dirigente lembrou que o Hezbollah não repetirá o que classificou como quinze meses de paciência diante das agressões. Mesmo com o acordo vigente, o movimento manterá suas forças em alerta máximo diante da falta de confiança em Tel Aviv.
“Um cessar-fogo implica o fim total de todos os atos hostis. Como não confiamos neste inimigo, nossos combatentes permanecerão com o dedo no gatilho, prontos para responder a qualquer violação”, declarou Qassem.
As Forças de Defesa de Israel informaram que pretendem manter operações militares no sul do Líbano mesmo durante o cessar-fogo. Comandantes israelenses afirmaram que as tropas estão autorizadas a destruir infraestruturas que consideram ameaças na região.
O cessar-fogo foi mediado pelos Estados Unidos após mais de seis semanas de combates intensos em solo libanês. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o acordo não representa o fim da campanha contra o Hezbollah, pois os objetivos estratégicos ainda não foram plenamente alcançados.
Katz reforçou que as tropas israelenses continuarão controlando as áreas capturadas durante a ofensiva. Essa postura contrasta diretamente com a exigência libanesa de retirada total e imediata do território soberano.
O posicionamento do Hezbollah reflete desconfiança profunda em relação às intenções israelenses após meses de ofensiva no sul do Líbano. O grupo, aliado da República Islâmica do Irã, afirma que sua atuação visa defender a soberania nacional contra incursões estrangeiras.
A demanda por reconstrução conduzida por autoridades libanesas revela o esforço para preservar autonomia diante de influências externas. Com o cessar-fogo ainda frágil e sem garantias concretas de cumprimento das condições, a tensão permanece elevada na fronteira sul do Líbano.
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