Trump proíbe Israel de bombardear Líbano, mas Netanyahu diz que missão contra Hezbollah não terminou

Donald Trump e Benjamin Netanyahu se cumprimentam com as bandeiras dos EUA e Israel ao fundo. (Foto: actualidad.rt.com)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou que Israel não bombardeará mais o Líbano, após o anúncio de uma trégua de dez dias entre os dois países.

As negociações foram mediadas por Washington. Conforme o Al Jazeera, as declarações posteriores expuseram profundas divergências entre as duas lideranças.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, divulgou um vídeo com mensagem contraditória poucas horas depois. O líder afirmou que o país ainda não terminou seu trabalho contra as ameaças remanescentes.

Netanyahu advertiu que persistem riscos de foguetes e drones vindos do Líbano. Ele reconheceu que o desmantelamento do poder do Hezbollah exigirá paciência e esforço sustentado.

O cessar-fogo entrou em vigor na madrugada de sexta-feira. O anúncio oficial havia ocorrido na quinta-feira e deixou claro que Israel mantém suas faculdades defensivas.

Trump celebrou o acordo e cobrou que o Hezbollah respeite a pausa. O presidente americano enfatizou que chega de mortes e que a paz deve ser estabelecida de forma definitiva na região.

Netanyahu traçou condições rigorosas para qualquer entendimento futuro. Ele propôs ampliar a zona de segurança no sul do Líbano e exigiu o desarmamento completo do Hezbollah.

A divergência revela visões opostas sobre o momento do conflito. Trump parece priorizar o fim imediato dos bombardeios, enquanto Netanyahu encara a trégua apenas como etapa inicial.

Analistas alertam que qualquer nova escalada pode levar Israel a reinterpretar os termos do acordo. A durabilidade do cessar-fogo permanece incerta diante das condições impostas por Tel Aviv.

A ONU, a União Europeia e países vizinhos pediram contenção das partes. Essas entidades urgiram o cumprimento estrito de todos os pontos negociados.

Milhares de libaneses deslocados pela violência começaram o retorno aos lares no sul. Autoridades libanesas alertam, porém, que a segurança ainda não está plenamente garantida na área.

A tensão entre as posições de Trump e Netanyahu expõe limites na coordenação entre Washington e Tel Aviv. Netanyahu enfrenta forte pressão política interna para demonstrar resultados concretos em segurança.

Com informações de actualidad.rt.com.


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