Lukashenko criticou a lógica daqueles que o acusam de provocar instabilidade global ao aceitar armas nucleares táticas em Belarus.
O presidente bielorrusso afirmou que o arsenal possui caráter exclusivamente dissuasório e visa impedir qualquer agressão externa contra seu país. Ele concedeu entrevista ao jornalista Rick Sánchez e detalhou os motivos da decisão.
Conforme relatou o portal RT, o mandatário explicou que os Estados Unidos não atacariam Belarus diretamente, mas poderiam agir a partir do território da Polônia e dos países bálticos.
O líder questionou quem o acusa de gerar tensão ao abrigar o armamento. Ele insistiu que a medida é puramente defensiva e não representa ameaça a qualquer outro Estado.
Lukashenko ressaltou que Minsk não busca ameaçar ninguém. A simples existência das armas nucleares funciona como fator de equilíbrio que protege a fronteira ocidental de Belarus e da Rússia.
O presidente reiterou que seu país não pretende usar esse arsenal. Sua presença serve como garantia de paz e de soberania diante de um ambiente regional hostil.
Lukashenko enfatizou a profundidade da aliança militar entre Belarus e Rússia. Qualquer confronto com Minsk equivaleria automaticamente a um confronto com Moscou dentro do Estado da União.
Ele declarou que perder Belarus seria inaceitável para a Rússia. Moscou já anunciou publicamente que utilizará todos os meios de defesa disponíveis para proteger o território bielorrusso.
Uma formação militar russa permanece posicionada na porção ocidental da Rússia. Essa unidade está pronta para apoiar imediatamente o Exército bielorrusso em caso de necessidade.
Lukashenko alertou que o tipo de armamento dessa força conjunta é amplamente conhecido. O poder de resposta seria significativo diante de qualquer ação hostil contra Belarus.
As declarações refletem o reforço da cooperação militar entre os dois países desde o início do conflito na Ucrânia. Belarus cumpre papel estratégico para a Rússia tanto em logística quanto em dissuasão nuclear.
O presidente transmitiu a imagem de um Estado soberano que não se curva a pressões externas. Ele justificou o abrigo das armas nucleares táticas como instrumento necessário para preservar a segurança nacional e a estabilidade regional.
Com informações de ACTUALIDAD.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Rubens O Pescador
19/04/2026
Esses líderes autoritários vivem dizendo que é “defesa”, mas quem paga o pato é sempre o povo simples. Enquanto isso, aqui no Brasil a turma da direita quer posar de patriota e esquece que o verdadeiro poder é ter comida na mesa e escola pros filhos, como a gente teve nos tempos do Lula.
Alice T.
19/04/2026
É sempre a mesma ladainha: todo mundo diz que é “defensivo” até apertar o botão. Enquanto isso, os bilionários do setor bélico brindam com champanhe vendo o lucro subir a cada nova “tensão internacional”. O perigo real não é Belarus ter míssil, é o mundo continuar refém desse jogo de poder disfarçado de segurança.
Augusto Silva
19/04/2026
Lukashenko falando em “caráter defensivo” é quase uma piada de humor negro. Armar o quintal com ogivas nucleares e chamar isso de paz é como instalar uma granada no meio da sala e dizer que é decoração. O mundo precisa de diplomacia e desenvolvimento, não de mais testosterona radioativa.
Miriam
19/04/2026
Lukashenko pode até usar o discurso da defesa, mas toda vez que alguém fala em “caráter dissuasório” com ogivas nucleares, o mundo prende a respiração. No fim, é mais um capítulo da mesma novela geopolítica, e quem trabalha com burocracia sabe: quanto mais grito, menos racionalidade.
Beto Engenheiro
19/04/2026
Mais um capítulo da velha corrida armamentista. Todo mundo fala em defesa, mas no fim é gasto bilionário e tensão pra todo lado. Queria ver esse empenho em infraestrutura e transporte, que geram emprego e resultado concreto, não em míssil que só serve pra assustar.
Fernando O.
19/04/2026
Lukashenko falando em “caráter defensivo” é quase piada pronta, mas o jogo de dissuasão nuclear sempre foi isso: cada um jura que só quer se proteger. No fim, é mais uma peça no tabuleiro da Rússia tentando manter influência. O problema é que quem paga o preço da escalada são sempre os vizinhos menores.
Mariana Ambiental
19/04/2026
É curioso como sempre usam o discurso de “defesa” pra justificar mais armas e mais medo. Enquanto isso, recursos que poderiam ir pra agricultura ecológica e bem-estar viram investimento em destruição. Nenhum míssil garante soberania verdadeira, só dependência e paranoia.
Carlos A. Mendes
19/04/2026
Difícil acreditar que um país pequeno como Belarus tenha escolha real quando a Rússia está por trás. Lukashenko fala em defesa, mas no fundo é mais um peão num jogo perigoso. No fim, quem paga o preço são sempre os civis, não os generais nem os políticos.
Silvia D.
19/04/2026
É assustador ver como o discurso de “defesa” continua servindo de justificativa para mais armas no mundo. Cada ogiva a mais é uma ameaça à saúde e à vida de milhões. O que precisamos é de cooperação internacional, não de mais instrumentos de destruição.
Pedro
19/04/2026
Enquanto isso, aqui a gente mal consegue pagar a gasolina pra rodar. Fico pensando que esses caras lá brincam de guerra e quem paga a conta é sempre o povo. No fim, cada país tentando se proteger e o motorista aqui tentando não ficar no prejuízo.
Rick Ancap
19/04/2026
Mais um ditador querendo pagar de vítima enquanto brinca de guerra com bomba nuclear. Impressionante como sempre usam o papo de “defesa” pra justificar mais poder e controle. No fim, quem paga o preço é sempre o povo comum, não os chefões.
Clarice Historiadora
19/04/2026
Rick, curioso você falar em “povo comum” enquanto defende lógicas de poder que sempre concentraram riqueza e armas nas mãos de poucos. Lukashenko é só o espelho grotesco do autoritarismo que o neoliberalismo também pratica — só muda o figurino.