Mapeamento da plataforma PlanetaEXO cataloga 15 polos de ecoturismo no Brasil para o ano de 2026

A plataforma PlanetaEXO e a revista Viagem e Turismo divulgaram em fevereiro de 2026 um mapeamento com 15 destinos brasileiros estruturados para o ecoturismo. O levantamento prioriza localidades que integram a recepção de visitantes com a preservação de biomas como a Amazônia, o Cerrado e a Caatinga. As recomendações abrangem desde unidades de conservação federais até meios de hospedagem com projetos independentes de sustentabilidade.

Parques nacionais e sítios arqueológicos

No Nordeste, o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, ocupa uma área de 130 mil hectares. O território abriga um complexo arqueológico catalogado com aproximadamente 30 mil peças de arte rupestre. Em paralelo, o Parque Nacional do Catimbau, localizado em Pernambuco, registra mais de seis mil inscrições semelhantes em suas formações rochosas.

A Chapada Diamantina, na Bahia, concentra suas atividades em uma extensão superior a 38 mil quilômetros quadrados. Operadoras locais, como a agência Nas Alturas, conduzem os turistas a pontos de altitude elevada. O roteiro inclui a Cachoeira da Fumaça, que atinge 400 metros de queda livre.

Infraestrutura e conservação da fauna

A seleção de 2026 também aponta destinos que aliam a hospedagem à pesquisa científica. Na divisa entre Goiás, Minas Gerais e Bahia, a Pousada Trijunção opera com sistemas de energia solar e reaproveitamento de águas pluviais. A instalação mantém um acordo de cooperação com o projeto Onçafari para o monitoramento de lobos-guará.

O levantamento da plataforma PlanetaEXO detalha as características operacionais de outras bacias e áreas de conservação do país. O documento aponta os seguintes polos para roteiros de baixo impacto ambiental:

  • Nobres, em Mato Grosso, com flutuações no distrito de Vila Bom Jardim, a 65 quilômetros do centro.
  • Chapada dos Veadeiros, em Goiás, onde os visitantes percorrem trilhas até a Cachoeira dos Saltos, com 120 metros de altura.
  • Jalapão e Serras Gerais, no Tocantins, separados por um deslocamento rodoviário de quatro horas.

As distâncias e o acesso controlado a essas regiões ajudam a manter o volume de turistas dentro da capacidade de suporte dos ecossistemas. No município sul-mato-grossense de Bonito, o controle de acesso exige reservas por plataformas como a Civitatis. A obrigatoriedade de guias credenciados restringe o desgaste das nascentes e mantém a visibilidade dos rios de calcário.

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