O grupo privado gabonês ACK adquiriu a Colas Gabon, maior empresa de construção de rodovias do país, encerrando décadas de controle francês sobre o setor.
A Colas Internacional confirmou a venda de sua filial gabonesa, conforme reportagem do portal RFI. O valor da transação não foi divulgado.
A operação transfere o controle integral de ativos, equipamentos e equipe técnica para a holding local. Com isso, a ACK consolida sua posição como principal força na construção de estradas e pontes no Gabão.
A Colas Gabon atuava no país havia quatro décadas e detinha a maioria dos grandes contratos de infraestrutura. A empresa acumulou maquinário avançado e expertise técnica ao longo desse período.
Patrice Revangue Zavroza, diretor-geral da Mika Service, subsidiária da ACK, explicou os objetivos da compra. Ele afirmou que a operação permite incorporar títulos de mineração, instalações de fabricação e, especialmente, o corpo técnico qualificado da Colas Gabon.
O executivo destacou que a holding recupera profissionais com experiência internacional. Esse conhecimento deve fortalecer as capacidades produtivas nacionais.
A aquisição acompanha um movimento mais amplo de maior controle nacional sobre setores estratégicos. O Gabão já ampliou sua participação na produção de petróleo e no transporte aéreo nos últimos anos.
Apesar de ser exportador de petróleo, o país registra déficit histórico de infraestrutura terrestre. Muitas localidades permanecem isoladas mesmo 66 anos após a independência.
A escassez de estradas pavimentadas encarece o transporte e limita o escoamento de produtos agrícolas e minerais. Essa situação também restringe a integração territorial do país.
Analistas locais veem potencial duplo na operação. A medida pode reduzir a dependência de construtoras estrangeiras e favorecer a formação de mão de obra técnica nacional.
O governo tem incentivado a participação de grupos privados nacionais em áreas estratégicas. A ACK, que já opera em serviços industriais e mineração, assume agora papel de destaque na execução de obras rodoviárias.
A saída da Colas Internacional marca o fim de uma longa presença francesa na engenharia civil do Gabão. O principal desafio consiste em transformar o controle acionário em resultados concretos — estradas de melhor qualidade, maior conectividade e crescimento mais sustentável no médio prazo.
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