Com a aproximação da temporada de verão, um novo levantamento turístico catalogou 28 praias na região Nordeste do Brasil que concentram formações de piscinas naturais e falésias. O documento abrange faixas de areia localizadas em áreas de acesso restrito e destinos com infraestrutura de grandes resorts. A avaliação destaca a presença de empreendimentos hoteleiros operando em zonas litorâneas de alta demanda.
No estado de Pernambuco, o município de Ipojuca abriga praias situadas a 60 quilômetros do aeroporto do Recife. A região litorânea oferece opções de hospedagem com capacidade para centenas de hóspedes, operando complexos como o Nannai Muro Alto e o Armação Resort. A partir deste polo turístico, os viajantes percorrem uma rodovia de 47 quilômetros para acessar a extensão da Praia dos Carneiros.
Distâncias e infraestrutura litorânea
No litoral da Bahia, a Praia do Forte funciona como base de monitoramento e desova de tartarugas marinhas sob a administração do Projeto Tamar. A área litorânea registra fluxo contínuo de visitantes e concentra empreendimentos turísticos de grande escala ao longo da costa. A infraestrutura de hospedagem da região baiana apoia-se em complexos com centenas de quartos, a exemplo do Tivoli Ecoresort e do Iberostar Bahia.
- Morro de São Paulo na Bahia fica a 63 quilômetros de Salvador e exige transporte marítimo ou aéreo para o desembarque de passageiros.
- Morro Branco no Ceará situa-se a 90 quilômetros de Fortaleza, operando com estrutura comercial de barracas ao longo de uma faixa de rochas.
- Tabatinga na Paraíba está posicionada a 33 quilômetros de João Pessoa e mantém uma longa extensão de areia margeada por vegetação nativa.
A tábua de marés atua como fator técnico determinante para a viabilidade das atividades aquáticas nas 28 praias mapeadas nos estados nordestinos. Destinos insulares de proteção ambiental, como a Baía do Sueste em Fernando de Noronha, dependem das condições oceânicas diárias para liberar a observação da fauna marinha. Em paralelo, o fluxo de passageiros causou alta na ocupação hoteleira litorânea em capitais como Aracaju logo após o mês de dezembro de 2025.