O mapeamento de roteiros de ecoturismo no Brasil, consolidado neste semestre, estrutura 15 cachoeiras localizadas em diferentes biomas do país. O levantamento foca em destinos operados dentro de unidades de conservação, como o Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia. Neste local, os visitantes percorrem trilhas de seis quilômetros de extensão para acessar a Cachoeira da Fumaça, que registra 380 metros de queda livre.
Infraestrutura e dimensões no Sul e Sudeste
Na região Sul, o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, concentra um complexo de 275 quedas d’água distribuídas por quase três quilômetros de margem. A reserva dispõe de plataformas de observação fixas para a Garganta do Diabo e opera passeios de barco em sua base. No Rio Grande do Sul, o Parque Estadual do Turvo administra o acesso ao Salto do Yucumã, uma falha geológica onde a correnteza flui horizontalmente por 1.800 metros ao longo do leito do Rio Uruguai.
O estado de Minas Gerais detém a terceira maior queda do país, a Cachoeira do Tabuleiro, com 273 metros de altura, situada no município de Conceição do Mato Dentro. No Centro-Oeste, o fluxo turístico abrange áreas de gestão comunitária, como o território quilombola Kalunga, localizado em Cavalcante, Goiás. A entrada na Cachoeira de Santa Bárbara ocorre estritamente mediante o pagamento de taxa de manutenção aos moradores e a contratação de guias credenciados.
Protocolos de segurança para visitantes
A regulamentação técnica para os roteiros de montanha e mata exige o uso de calçados com solado de aderência e o transporte de suprimentos de hidratação. A aproximação de poços profundos, como na Cachoeira do Buracão, no município baiano de Ibicoara, determina a utilização obrigatória de coletes salva-vidas fornecidos pelas agências locais. As chefias dos parques nacionais e estaduais aplicam regras de recolhimento total de resíduos sólidos para garantir a integridade dos ciclos hídricos das regiões.