O Ministério do Turismo divulgou nesta semana uma relação de 11 municípios brasileiros reconhecidos pela conservação do patrimônio arquitetônico. O levantamento orienta as políticas do Mapa do Turismo Brasileiro e estrutura roteiros focados na economia criativa. A meta do órgão governamental é utilizar esses destinos para direcionar investimentos estaduais e gerar empregos locais.
A listagem inclui centros urbanos com tombamento internacional já consolidado perante organizações globais. Ouro Preto, em Minas Gerais, detém o título de Patrimônio Cultural da Humanidade concedido pela Unesco desde 1980. O município mineiro abriga igrejas erguidas durante o Ciclo do Ouro e concentra o acervo físico do escultor Aleijadinho.
Expansão da malha e acervo arquitetônico
No Nordeste do país, o roteiro aponta Olinda, em Pernambuco, e a capital da Bahia como polos centrais. Salvador serviu como a primeira sede administrativa do Brasil e mantém suas principais edificações preservadas no bairro do Pelourinho. Já no litoral pernambucano, a arquitetura dos séculos XVI e XVII garantiu a Olinda o reconhecimento oficial da Unesco no ano de 1982.
O mapeamento do governo federal estende a recomendação de rotas diretas para a região Norte. Em Belém, no Pará, o Mercado Ver-o-Peso registra 398 anos de atividade comercial e opera como a feira de maior extensão a céu aberto da América Latina. No Amazonas, a cidade de Manaus concentra o fluxo de passageiros no entorno do Teatro Amazonas, complexo cultural inaugurado em 1896.
As 11 localidades integram as diretrizes de expansão do programa governamental Conheça o Brasil: Voando. Esta iniciativa do Ministério do Turismo firma acordos de operação com companhias aéreas comerciais para aumentar a frequência de rotas entre os estados. A inclusão de municípios de menor porte, como Alcântara, no Maranhão, e Paraty, no Rio de Janeiro, tem o propósito de descentralizar a emissão de bilhetes no mercado interno.


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