Turismo regional mapeia sete destinos gastronômicos e inclui município com 3 mil habitantes em Minas Gerais

Neste primeiro semestre de 2025, o mapeamento de rotas culinárias regionais estrutura o fluxo de visitantes no interior do país. O levantamento abrange desde a produção cafeeira no Circuito das Águas Paulista até o percurso do laticínio no estado de Minas Gerais. A aproximação entre alimentação e hospitalidade é documentada por publicações do setor, como atesta a criação do prêmio de coquetelaria pelo Guia Michelin no mercado brasileiro.

Polos de queijo e enoturismo

A fabricação de queijos de leite cru direciona visitantes para pequenas localidades rurais no território mineiro. O município de Alagoa, com população inferior a 3 mil habitantes, processa o alimento a 1.500 metros de altitude. O circuito avança por Cruzília, sede do Museu Nacional do Mangalarga Marchador, e atinge as propriedades registradas na Serra da Canastra.

No Rio Grande do Sul, a cadeia produtiva da uva concentra os serviços de enoturismo no Vale dos Vinhedos e na cidade de Garibaldi. As propriedades rurais abrem suas instalações para a colheita dos frutos durante a Vindima, evento comercial que ocorre de janeiro a março. Na mesma região, fábricas instaladas em Gramado e Canela operam visitas guiadas para demonstrar o processamento industrial do chocolate.

Ingredientes nativos nas capitais

O setor de serviços das capitais estaduais opera cardápios baseados em processos prolongados de cocção e insumos florestais. Nos restaurantes de Belém, no Pará, o preparo da maniçoba exige o cozimento de folhas de mandioca brava ao longo de vários dias. A rota urbana em Manaus apresenta o uso contínuo do tucumã, enquanto as cozinhas comerciais de Recife e Salvador centralizam a oferta de pratos de matriz sertaneja e africana.

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