Xi Jinping defende livre passagem no estreito de Ormuz em diálogo com príncipe saudita

Navios petroleiros navegam pelo Estreito de Ormuz ao pôr do sol. (Foto: actualidad.rt.com)

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu a livre passagem de navios pelo estreito de Ormuz em conversa telefônica com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, realizada a pedido do líder saudita.

Xi Jinping reiterou que o estreito deve permanecer aberto ao comércio internacional. O líder chinês destacou que a segurança marítima é essencial para o equilíbrio econômico global.

A China importa cerca de 45% de seu petróleo dos países do Golfo. Qualquer interrupção na rota representa risco direto à segurança energética chinesa e à estabilidade dos preços mundiais do petróleo.

O estreito de Ormuz separa o Irã de Omã e dos Emirados Árabes Unidos. Por ele passa quase um quinto do petróleo consumido no mundo, tornando-o uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.

Xi Jinping e Mohamed bin Salman discutiram o fortalecimento da cooperação energética entre Pequim e Riad. Os líderes também abordaram a ampliação dos canais de comunicação bilateral para enfrentar desafios regionais.

A Arábia Saudita é um dos principais fornecedores de petróleo para a China. O reino atua como parceiro estratégico na Iniciativa Cinturão e Rota, que busca integrar infraestrutura e comércio em vários continentes.

O governo chinês posiciona-se contra o uso da força e a favor de soluções diplomáticas. Pequim defende o respeito à soberania dos Estados e o cumprimento do direito internacional nas disputas regionais.

A estabilidade no estreito de Ormuz é vital para os interesses econômicos de ambos os países. China e Arábia Saudita dependem do fluxo seguro de energia para sustentar seus projetos de desenvolvimento de longo prazo.

A diplomacia chinesa prioriza o diálogo e a multipolaridade nas relações internacionais. Xi Jinping tem promovido iniciativas que reduzem tensões históricas e fomentam a cooperação no Oriente Médio.

Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.


Leia também: O papel da China em meio a guerra do Irã


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