O Ministério do Turismo publicou nesta semana um levantamento com 11 cidades históricas brasileiras que orientam a elaboração de roteiros culturais no país. A lista integra o Mapa do Turismo Brasileiro, ferramenta do governo federal utilizada para direcionar políticas públicas de infraestrutura. O documento mapeia municípios que preservam conjuntos arquitetônicos erguidos entre o período colonial e a fase imperial.
Marcos de tombamento e registros oficiais
O roteiro governamental abrange destinos que detêm o título de Patrimônio Cultural da Humanidade concedido pelo sistema das Nações Unidas. O cronograma de reconhecimentos documentado no relatório engloba centros urbanos consolidados ao longo do século vinte. Os registros oficiais apontam três datas centrais de tombamento internacional:
- Ouro Preto, em Minas Gerais, chancelada no ano de 1980.
- Olinda, no estado de Pernambuco, reconhecida em 1982.
- Brasília, no Distrito Federal, incluída na lista em 1987.
No Norte do país, o relatório destaca Belém em razão do Mercado Ver-o-Peso, estrutura com 398 anos de atividade sob proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em Manaus, a visitação concentra-se no Teatro Amazonas, complexo inaugurado em 1896 durante o ciclo da borracha. Na região Nordeste, a capital baiana Salvador direciona o fluxo de viajantes para o Pelourinho e para o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira.
O Rio de Janeiro, que operou como capital administrativa do Brasil durante 200 anos, mantém visitação regular no Largo da Carioca. Para estruturar a logística de acesso a todas essas regiões, a administração federal gerencia o programa Conheça o Brasil Voando. A iniciativa busca expandir a conectividade da malha aérea doméstica para facilitar o trânsito de passageiros até os polos arquitetônicos catalogados.