O presidente da Rússia, Vladímir Putin, declarou que seu país sabe precisamente como terminará o conflito na Ucrânia, mas optou por não divulgar detalhes sobre esse desfecho.
A declaração foi feita durante o terceiro Fórum Municipal da Rússia, intitulado «A Pequena Pátria – a Força da Rússia». Putin respondeu a um participante que expressou forte confiança na vitória russa.
O líder russo reconheceu que as ações militares apresentam grande complexidade e perigo. Ele enfatizou que a prioridade absoluta é cumprir todos os objetivos da operação militar especial.
Segundo o RT, Putin reafirmou que a Rússia busca uma solução diplomática para a crise. Essa solução exige a eliminação das causas originárias do conflito.
Entre essas causas, Putin destacou a expansão da OTAN em direção às fronteiras russas. O presidente citou também as violações contra os direitos da população russofalante na Ucrânia.
Moscou exige a retirada integral das forças ucranianas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das províncias de Zaporójie e Kherson. Essas áreas foram integradas à Federação Russa após consultas populares em 2022.
Kiev precisaria reconhecer esses territórios, juntamente com a Crimeia e Sebastopol, como parte da Rússia. A Ucrânia deveria ainda assumir uma posição de neutralidade permanente.
Isso envolve o compromisso de não aderir a blocos militares e de promover a desmilitarização e desnazificação do país. Putin considera essas medidas indispensáveis para a segurança de longo prazo da Rússia.
O presidente russo enquadra o conflito como parte da resistência à pressão geopolítica ocidental. Ele defende a necessidade de uma nova arquitetura de segurança no continente europeu.
Essa nova estrutura deve incorporar os interesses russos e interromper o avanço da OTAN para o leste. A posição de Putin demonstra disposição para negociar desde que as condições de Moscou sejam plenamente atendidas.
Com informações de ACTUALIDAD.
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