Destinos que preservam conjuntos arquitetônicos do período colonial brasileiro formam um roteiro turístico focado em história e cultura. A maior concentração dessas cidades está nas regiões Sudeste e Nordeste, com 11 e 12 localidades, respectivamente, que mantêm casarios, igrejas e traçados urbanos de séculos passados.
O estado de Minas Gerais se destaca com oito cidades listadas, incluindo Ouro Preto, cujo conjunto arquitetônico é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Outros destinos mineiros como Diamantina, Tiradentes e Mariana também atraem visitantes interessados na arquitetura do Ciclo do Ouro.
Herança arquitetônica no Sudeste
No Rio de Janeiro, Paraty, fundada em 1667, é conhecida pelo seu centro histórico com calçamento de pedra e por sediar a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Petrópolis, na região serrana, abriga o Museu Imperial, antiga residência de verão de Dom Pedro II, e preserva construções do período imperial.
Em São Paulo, o município de São Luiz do Paraitinga mantém um patrimônio arquitetônico com edificações dos séculos 18 e 19. A cidade, que passou por uma reconstrução após uma enchente em 2010, é palco de eventos tradicionais como a Festa do Divino.
Cidades históricas no Nordeste
Na Bahia, a primeira capital do país, Salvador, tem seu centro histórico marcado por edifícios renascentistas e casarões que datam do período entre 1549 e 1763. Cidades do Recôncavo Baiano, como Cachoeira, possuem um dos principais conjuntos em estilo barroco do estado.
Pernambuco abriga Olinda, fundada em 1535 e com centro histórico tombado pela Unesco desde 1982. Em Sergipe, São Cristóvão, fundada em 1590, foi a primeira capital do estado e sua Praça de São Francisco também é considerada Patrimônio da Humanidade.
O Maranhão apresenta São Luís, de colonização francesa, e Alcântara, que preserva ruínas e construções do século 18. Ambos os destinos refletem a economia baseada na produção de cana-de-açúcar e algodão da época.
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