Bombardeios israelenses no Líbano matam quatro e ferem jornalistas

Prédio destruído em at-Tiri, no sul do Líbano, após ataques israelenses. (Foto: aljazeera.com)

Bombardeios israelenses no sul do Líbano mataram quatro pessoas e feriram vários civis, incluindo duas jornalistas que cobriam os ataques na vila de at-Tiri.

As profissionais Amal Khalil e Zeinab Faraj, do jornal Al Akhbar, foram atingidas durante a cobertura. Faraj foi hospitalizada em estado grave e deve passar por cirurgia, enquanto o paradeiro de Khalil seguia incerto.

Equipes da Cruz Vermelha e de resgate tiveram dificuldades para chegar ao local. Os bombardeios continuaram na área, impedindo o socorro imediato aos feridos.

A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que forças israelenses cercaram a região de at-Tiri. Os militares bloquearam a estrada principal para a cidade de Haddatha e impediram o acesso de ambulâncias e do Exército libanês.

O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, condenou o ataque aos jornalistas. Ele afirmou que o governo libanês mantém contato com a missão de paz da ONU para garantir a proteção dos profissionais de imprensa.

O Exército israelense afirmou que não mira jornalistas e que procura evitar danos a civis. A força negou qualquer bloqueio ao acesso de equipes de resgate na zona dos ataques.

Outras duas mortes e vários feridos foram registrados em um ataque israelense à cidade de Yahmar al-Shaqif. O Hezbollah respondeu com o lançamento de um drone contra uma posição de artilharia israelense.

O presidente libanês Joseph Aoun indicou que Beirute buscará prorrogar o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Conversas entre embaixadores dos dois lados estão agendadas para Washington.

O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou a morte do soldado francês Anicet Girardin, ferido em ataque contra tropas da ONU no Líbano em 18 de abril. Paris atribuiu o incidente ao Hezbollah, que negou qualquer responsabilidade.

As mortes de civis e profissionais de imprensa elevam as críticas sobre o respeito ao direito internacional humanitário na fronteira. A cobertura completa do caso pode ser acompanhada pelo Al Jazeera.

Com informações de ALJAZEERA.


Leia também: Caça ao herdeiro do Hezbollah: Israel intensifica bombardeios fatais no Líbano


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