Um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) revela que os Estados Unidos enfrentariam esgotamento crítico em seus arsenais de mísseis em caso de conflito prolongado com o Irã.
O estudo analisa o impacto de sete semanas de ofensiva militar sobre a capacidade bélica americana. A intensidade dos combates consumiria quase metade dos sistemas mais sofisticados de defesa e ataque do país.
Essa situação levanta sérias preocupações sobre a capacidade de Washington de sustentar um conflito de grande escala. Os estoques de mísseis de precisão PrSM seriam reduzidos em cerca de 45%, segundo o portal RT.
Os interceptores do sistema Patriot cairiam quase 50% e o sistema THAAD perderia mais da metade de suas reservas. Esses percentuais se aproximam das avaliações confidenciais mantidas pelo Pentágono.
Cerca de 30% dos mísseis de cruzeiro Tomahawk seriam utilizados durante o período avaliado. Mais de 20% dos mísseis de longo alcance JASSM e cerca de 20% dos interceptores SM-3 e SM-6 também seriam empregados.
O relatório alerta que a reposição desses estoques seria lenta e extremamente onerosa. O processo exigiria entre um e quatro anos apenas para recompor os níveis atuais de reserva.
Um dos especialistas envolvidos no estudo afirmou à CNN que a reposição completa pode levar vários anos. Essa limitação depende da capacidade industrial do país e das decisões de priorização orçamentária.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, tentou minimizar as conclusões do relatório. Ele assegurou que as forças armadas dos Estados Unidos têm tudo o que precisam para agir no tempo e local escolhidos pelo presidente.
Donald Trump procurou desvalorizar o problema ao afirmar que o país possui suprimento virtualmente ilimitado de mísseis. Sua administração solicitou ao Congresso um orçamento militar recorde de cerca de 1,5 trilhão de dólares para o ano fiscal de 2027.
Esse valor tem como foco principal a recomposição dos estoques e a modernização da base industrial de defesa. Segundo o Wall Street Journal, o Pentágono contatou empresas como a General Motors e a Ford para avaliar a conversão de linhas de produção.
A iniciativa remete à mobilização industrial americana durante a Segunda Guerra Mundial. O esgotamento dos arsenais expõe um paradoxo central na estratégia de poder global dos Estados Unidos.
A manutenção da hegemonia militar enfrenta limitações estruturais na capacidade produtiva do país. O relatório do CSIS demonstra as dificuldades de sustentar guerras prolongadas de alta intensidade.
Leia mais sobre o assunto na rt.com.
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