Os estaleiros da China registram um aumento expressivo de encomendas de superpetroleiros, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio envolvendo os Estados Unidos, Israel e a República Islâmica do Irã.
O risco de interrupções no estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quarto do petróleo marítimo mundial, motiva as companhias de transporte a ampliar suas frotas. Navios do tipo VLCC, capazes de levar até dois milhões de barris por viagem, tornaram-se a prioridade nessas aquisições.
O South China Morning Post destacou os estaleiros chineses como principais beneficiários dessa corrida por novas embarcações. A capacidade produtiva e os custos competitivos explicam a preferência das empresas estrangeiras, conforme reportagem do portal RT.
Estaleiros da Coreia do Sul e do Japão enfrentam limitações de produção e preços mais elevados no momento. Empresas europeias e asiáticas voltaram-se para a China em busca de soluções mais ágeis para suas necessidades logísticas.
As companhias suíças Advantage Tankers e Mercuria Energy Group fecharam novos contratos com estaleiros chineses. A Yangzijiang Maritime Development, sediada em Singapura, também optou por construir seus VLCCs na China.
O projeto da Advantage Tankers envolve a construção de um superpetroleiro de 319 mil toneladas de porte bruto na província de Jiangsu. A entrega dessa embarcação está prevista para o quarto trimestre.
Essa movimentação ocorre em um contexto de instabilidade nos fluxos energéticos globais. O setor naval chinês demonstra sua capacidade de responder rapidamente às demandas geradas por crises geopolíticas.
A China consolida sua liderança na construção naval de grande porte com esses contratos. O fenômeno revela a conexão direta entre eventos no Oriente Médio e a economia industrial asiática.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: Capacidade naval chinesa desafia domínio global no extremo oriente
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