O exército israelense matou a jornalista libanesa Amal Al-Khalil em um bombardeio contra a cidade de Al-Tiri, no sul do Líbano.
A Agência Nacional de Notícias libanesa confirmou a morte da profissional do diário Al-Akhbar. O ataque também feriu a cinegrafista independente Zainab Faraj, hospitalizada na região.
Equipes médicas atuaram sob risco enquanto os bombardeios israelenses prosseguiam na área. Segundo o Al-Akhbar, aviões de guerra perseguiram o veículo em que Amal Al-Khalil se deslocava.
As aeronaves atingiram primeiro o carro e depois a residência onde a jornalista havia buscado proteção. O jornal libanês classificou o episódio como um ataque deliberado contra profissionais da imprensa que atuam no sul do país.
A repórter dedicava-se a cobrir os efeitos dos bombardeios sobre comunidades locais na fronteira. Organizações de jornalistas e entidades de direitos humanos manifestaram repúdio imediato ao assassinato.
Elas demandam uma investigação internacional independente para apurar as circunstâncias do caso. O incidente ocorre em um contexto de tensões contínuas na fronteira libanesa, mesmo após o cessar-fogo acordado em novembro de 2024.
Violações pontuais do acordo têm sido reportadas por autoridades de Beirute. Conforme detalhou a RT, o caso provocou indignação generalizada entre comunicadores libaneses.
Ativistas de direitos humanos consideram que tais ataques contra a imprensa representam uma ameaça à liberdade de informação na região. A Federação Internacional de Jornalistas tem reiterado alertas sobre o risco crescente para profissionais de mídia em zonas de conflito.
O governo libanês condenou veementemente o bombardeio e classificou a ação como violação das normas internacionais. Fontes diplomáticas afirmam que Beirute pretende submeter o tema ao Conselho de Segurança da ONU para cobrar responsabilidades.
A morte de Amal Al-Khalil evidencia o perigo constante enfrentado por jornalistas que cobrem operações militares israelenses. O caso soma-se a outros incidentes semelhantes registrados tanto no Líbano quanto na Faixa de Gaza.
Profissionais da comunicação que atuam na linha de frente frequentemente operam sem garantias mínimas de segurança. Esse cenário tem gerado debates sobre a aplicação efetiva do direito internacional humanitário em conflitos armados.
Autoridades libanesas destacam a importância de proteger a imprensa como pilar da transparência em tempos de guerra. A comunidade internacional é instada a atuar para prevenir novos ataques contra civis e comunicadores.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Israel assassina mais três jornalistas em 24 horas no Líbano e em Gaza
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