A jornalista libanesa Amal Khalil, correspondente do jornal Al-Akhbar, foi morta em uma ofensiva aérea israelense na localidade de Tiri, no sul do Líbano.
O Ministério da Saúde libanês informou que o bombardeio atingiu o vilarejo duas vezes. O ataque resultou na morte de três pessoas e feriu a fotógrafa Zeinab Faraj, que acompanhava a repórter.
O corpo de Amal Khalil foi localizado após várias horas de buscas pela Defesa Civil, em cooperação com o Exército libanês e a Cruz Vermelha. A Defesa Civil descreveu a profissional como ‘mártir da imprensa’ e registrou as dificuldades de acesso ao local por causa de disparos de advertência.
O jornal Al-Akhbar denunciou que Amal Khalil foi perseguida por aviões israelenses, que primeiro atingiram o veículo em que ela viajava. As aeronaves bombardearam em seguida a casa onde a repórter havia buscado abrigo.
Jornalistas na região relataram que as equipes de resgate só conseguiram acesso após longas negociações com a Força Interina das Nações Unidas no Líbano. Conforme reportou a RFI, a operação envolveu militares libaneses e voluntários que retiraram o corpo dos destroços.
O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, condenou o ataque e classificou o assassinato como “um crime odioso”. Morcos denunciou uma violação flagrante do direito internacional humanitário e afirmou que o governo libanês não ficará em silêncio.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas expressou indignação e alertou que impedir operações de resgate pode configurar crime de guerra. Amal Khalil era uma das correspondentes mais conhecidas do sul libanês e documentava o impacto dos bombardeios sobre civis.
A repórter cobria os confrontos no sul do Líbano ao lado da fotógrafa Zeinab Faraj. Seu trabalho se destacava pela dedicação em registrar o sofrimento de comunidades rurais mesmo sob risco constante.
A morte de Amal Khalil intensifica as cobranças por uma investigação independente sobre ataques a profissionais de imprensa. Organizações de defesa da liberdade de expressão pedem o reforço de medidas de proteção em zonas de conflito.
Este episódio reforça a escalada de violência na fronteira entre Israel e o Líbano, que vitima civis e jornalistas. A comunidade internacional aumenta a pressão para que os responsáveis sejam responsabilizados por violações do direito humanitário.
Leia também: Bombardeios israelenses no Líbano matam quatro e ferem jornalistas
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