O Banco Mundial reclassificou o Paquistão, transferindo-o do grupo do Sul da Ásia para a região do Oriente Médio e Norte da África, também conhecida como MENA. A medida pode transformar o papel do país nas dinâmicas de investimento e inovação do Golfo, segundo análise publicada pelo Sputnik International.
Empresas paquistanesas de tecnologia e startups ganham agora acesso mais direto a fundos soberanos como o Public Investment Fund da Arábia Saudita e o Mubadala dos Emirados Árabes Unidos. Essa integração as habilita a participar do avanço de inteligência artificial que marca os países do Conselho de Cooperação do Golfo.
O Paquistão já apresenta laços econômicos robustos com o Golfo por meio das remessas de seus expatriados. Essas remessas, oriundas da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, totalizaram cerca de 42 bilhões de dólares.
A reclassificação oficializa um realinhamento econômico que vinha se intensificando nos últimos anos. O país emerge como uma opção viável para realocação de operações digitais em meio às incertezas regionais.
O professor do Instituto de Administração de Negócios de Karachi, Ammar Habib Khan, destacou os desafios que persistem no Paquistão. Ele explicou que problemas de infraestrutura, tributação e arcabouço legal ainda limitam o potencial do país como centro de serviços para o Golfo.
A força de trabalho qualificada e os custos competitivos representam vantagens claras nesse contexto. As reformas estruturais, no entanto, mostram-se essenciais para que o Paquistão se consolide efetivamente como back office do Golfo.
A mudança reforça a integração comercial e financeira entre Islamabad e as capitais árabes. Ela também pode influenciar o posicionamento do Paquistão em negociações econômicas regionais e internacionais.
O avanço da digitalização no Oriente Médio cria demanda crescente por infraestrutura de suporte acessível. O Paquistão conta agora com o reconhecimento formal necessário para buscar uma parceria mais profunda com o mundo árabe.
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