O governo da China condenou a visita de mais de cem parlamentares japoneses ao Santuário Yasukuni, em Tóquio, e as oferendas enviadas pela presidente do Partido Liberal Democrático do Japão, Sanae Takaichi.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, classificou o ato como uma tentativa de reabilitar o militarismo japonês do passado. Ele afirmou que o santuário representa um símbolo espiritual do expansionismo militar que levou o Japão a guerras de agressão.
O local abriga as almas de dirigentes e militares japoneses condenados pelo Tribunal de Tóquio como criminosos de guerra de classe A. Entre eles está o ex-primeiro-ministro Hideki Tojo, um dos principais responsáveis por crimes contra povos da Ásia durante o conflito.
O diplomata chinês advertiu que tais ações refletem uma tendência perigosa de ignorar as críticas internacionais. O governo chinês declarou não tolerar tentativas de distorcer ou negar os crimes cometidos pelo militarismo japonês durante a Segunda Guerra Mundial.
Guo Jiakun alertou ainda para o ressurgimento do militarismo japonês como ameaça à paz e à estabilidade regional. Ele pediu que a comunidade internacional atue de forma decisiva para impedir qualquer forma de revanchismo militar.
A visita dos parlamentares aconteceu durante o festival de primavera do santuário e contou com a participação de mais de cem membros do grupo multipartidário Deputados pela Visita a Yasukuni. O grupo inclui representantes do Partido Liberal Democrático, que governa o Japão, e de partidos da oposição.
Embora Takaichi não tenha ido pessoalmente ao templo, ela enviou uma oferenda de sakaki e uma doação em dinheiro. O Santuário Yasukuni foi estabelecido em 1869 e é dedicado às almas dos japoneses que morreram a serviço do imperador.
A inclusão de 14 criminosos de guerra de classe A em 1978 tornou o local extremamente controverso para os países que sofreram com a agressão japonesa. China e Coreia do Sul veem as visitas e homenagens como ausência de arrependimento genuíno pelo passado imperialista.
O governo da China reforçou a importância de preservar a memória dos crimes de guerra para garantir a paz futura. A condenação ocorre em um contexto de crescentes tensões na Ásia Oriental, envolvendo questões territoriais e o aumento das capacidades militares do Japão.
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