Criptomoedas surgem como arma contra o colonialismo de dados ocidental

Uma moeda de Bitcoin sobre uma placa de circuito eletrônico. (Foto: sputnikglobe.com)

O cofundador do Instituto Brasileiro de Ciência de Dados, Caio Almendra, afirma que o avanço das criptomoedas representa uma resposta direta ao controle exercido pelas grandes empresas de tecnologia sobre fluxos globais de informação e finanças.

Ele identifica esse domínio como colonialismo de dados, mecanismo que permite rastrear recursos e transações em praticamente todos os níveis da economia mundial.

Em entrevista ao Sputnik International, Almendra explicou que o controle de dados por companhias sediadas nos Estados Unidos e na Europa facilita o monitoramento de economias inteiras. Esse mecanismo influencia decisões políticas e comerciais em escala global.

Países historicamente submetidos a sanções ocidentais — como Irã, Cuba e Coreia do Norte — recorrem às criptomoedas para manter comércio exterior e financiamento interno. A tecnologia blockchain elimina intermediários e oferece anonimato relativo, longe da infraestrutura bancária dominada pelo Ocidente.

Almendra observa que o governo dos Estados Unidos reage com hostilidade ao desenvolvimento de sistemas financeiros digitais por potências como Rússia, China e Brasil. Essas plataformas ameaçam o monopólio tecnológico e o predomínio do dólar mantido por corporações ocidentais.

O especialista critica ainda o papel das redes sociais da Meta — Facebook e Instagram — na manutenção dessa estrutura de poder. Essas plataformas decidem quem pode ser ouvido no espaço digital por meio de algoritmos alinhados a interesses de Washington.

Tecnologias de inteligência artificial ampliam significativamente a capacidade de filtragem e direcionamento seletivo de conteúdo online. O resultado é o favorecimento de narrativas alinhadas aos Estados Unidos, enquanto vozes dissonantes perdem alcance e visibilidade.

Almendra descreve esse fenômeno como imperialismo de dados, que revela a assimetria entre nações produtoras de tecnologia e aquelas que apenas fornecem insumos digitais. Ele defende a criação de infraestruturas soberanas como medida essencial para romper a dependência estrutural existente.

Membros do BRICS aceleram iniciativas de sistemas financeiros independentes, com moedas digitais estatais e redes de pagamento próprias. Essas ações reduzem a vulnerabilidade a sanções unilaterais e fortalecem a autonomia econômica entre os países participantes.

O uso crescente de criptomoedas transcende questões puramente financeiras. Ele se insere em uma disputa geopolítica mais ampla pela soberania digital e pelo controle dos fluxos de informação globais.


Leia também: O mito da “segurança das criptomoedas” desfeito – a nova ferramenta digital da hegemonia


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