A crescente instabilidade no estreito de Ormuz, agravada pela guerra no Oriente Médio, levou o governo da Tailândia a retomar um plano ambicioso de infraestrutura que pode redefinir o comércio marítimo asiático.
O vice-primeiro-ministro e ministro dos Transportes, Phiphat Ratchakitprakarn, anunciou a reativação do projeto Land Bridge, um corredor logístico que conectará os oceanos Índico e Pacífico através do sul do país. A iniciativa oferece uma alternativa estratégica ao congestionado estreito de Malaca.
Segundo a RT, o ministro afirmou que o conflito no Oriente Médio evidenciou a importância de controlar rotas de transporte. Ele destacou que a Tailândia poderá obter grande vantagem ao administrar o elo entre os dois oceanos.
O empreendimento é avaliado em cerca de 1 trilhão de baht, aproximadamente 31,2 bilhões de dólares. A expectativa é gerar até 200 mil novos empregos e atrair investimentos privados e estrangeiros, especialmente dos Emirados Árabes Unidos.
O governo tailandês pretende acelerar a revisão do marco legal e dos detalhes técnicos do projeto para apresentá-lo ao Conselho de Ministros no próximo exercício orçamentário. A proposta prevê a construção de dois megaportos — um em Ranong, no litoral do Índico, e outro em Chumphon, no golfo da Tailândia. Os dois pontos serão conectados por um corredor terrestre de cerca de 90 quilômetros, equipado com rodovia, ferrovia de via dupla e oleodutos para petróleo e gás.
Diferente de um canal interoceânico, o sistema funcionará por meio da transferência de cargas entre os portos. A carga seria descarregada em um porto, transportada por terra em poucas horas e reenviada ao destino marítimo no outro extremo, eliminando a necessidade de contornar o estreito de Malaca.
O estreito de Malaca é atualmente uma das rotas marítimas mais movimentadas do planeta, com cerca de 82 mil embarcações por ano. Por essa passagem, responsável por mais de 40% do comércio global, transita cerca de 80% do petróleo bruto importado pela China, além de volumes expressivos de energia destinados ao Japão, à Coreia do Sul e a Taiwan.
Essa concentração torna a rota extremamente vulnerável a acidentes, encalhes ou ataques, capazes de paralisar o tráfego marítimo global em questão de minutos. O projeto tailandês surge, portanto, como alternativa estratégica para reduzir a dependência de gargalos geográficos e fortalecer a autonomia logística da Ásia.
Se concretizado, o Land Bridge poderá transformar a Tailândia em um novo polo logístico entre a Ásia, a Europa e a África. A iniciativa reforça o papel do Sudeste Asiático no comércio global e diminui a vulnerabilidade das cadeias de suprimento internacionais diante das incertezas geopolíticas.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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